terça-feira, 20 de outubro de 2009

11:52

"O que se perde enquanto os olhos piscam?"

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

17:15

Eu vim pra ser feliz
e se é pra ser feliz, vou ser por completo.
Não me deixo pela metade.

/

Só quero te lembrar
de quando a gente andava nas estrelas.
As horas lindas que passamos juntos...

domingo, 11 de outubro de 2009

23:00

Sempre me disseram que o tempo era o melhor remédio para tudo.
E eu sempre achei isso a coisa mais careta e clichê da face da terra. Para mim, isso era coisa de quem estava acomodado com a situação, e não queria fazer algo efetivo para mudar.
Me diziam também, que o tempo era quem ia me mostrar quem são os verdadeiros amigos em que posso confiar. Quais são as verdadeiras pessoas que posso me apegar. Por quem vale a pena chorar.
Outra coisa que eu não acreditava...

Pois não é que esse chato desse tempo passou!
Sem a minha permissão, e muito menos o meu consentimento... Mas eu ingnorei esse fato, e continuei vivendo a minha vidinha muito felizmente.
E conforme ele ia passando, eu ia quebrando a cara, caindo, errando, e o pior de tudo, algumas vezes insistindo no erro.
E com o passar desse meu arquiinimigo, eu fui começando a ver que os que tinham me falado, tinha sim um pouco de fundamento!

Mas como sempre, a minha jovialidade falou mais alto, disse que era tudo coisa da sociedade inconsequente que fazia isso entrar na minha cabeça a todo custo. Mas que na realidade, a coisa não era bem assim...
E a minha vidinha curta continuou passando...
Muitas coisas iam acontecendo, umas até que eu não sabia lidar com tanta destreza que eu imaginara saber ter.

Com o decorrer dos dias, os tombos começaram a ser maiores. E consequentemente, a doer mais. Descobri que não queria ficar me machucando assim sem muitos motivos. Era o meu primeiro aprendizado: Não dar a tapa a cara por qualquer coisa.
Acho que nessas horas, nosso instinto de auto preservação fala tão alto que até nos assustamos. E logo eu, que sempre falei tudo o que vinha na cabeça, que fazia o que bem entendia, que era completamente bem resolvida de mim mesma.
Logo eu, começei a pensar antes de falar. Começei a ponderar antes de agir, comecei a duvidar um pouco sobre o meu potencial.

Só que eu esqueci que o tempo continuava passando por mim, e com uma velocidade cada vez mais impressionante.
Havia esquecido que isso acarretaria em responsabilidades. Antigamente, para mim, o fato do tempo passar, era uma tremenda festa. No sentido literal. Ficar mais velha, virar o ano, novos natais. Como era bom que o tempo passasse depressa.
Agora já não tenho tanta certeza dessa minha afirmação.

Hoje, já crescida, com uma coleção de tombos um tanto quanto grande, consigo começar a entender o que tanto tentavam me mostrar.
E aprendi justamente da maneira que tentavam me poupar: aprendi na pele.
Consigo ver perfeitamente, todos os que estiveram ao meu lado, torcendo verdadeiramente por mim. Alguns, eu já sabia de longa data o quanto eram especiais. Outros, eu pequei, e por motivos impensáveis, deixei-os pelo meio do caminho.
Em contra partida, consigo ver que me dediquei mais a umas pessoas que não se dedicaram a mim na mesma intensidade. Vejo também, que outras, eu não cultivei com todo esmero que elas mereciam.
Consigo distinguir quem estava ao meu lado porque realmente me queria bem, ou só por conveniência.

Foi então que tomei uma atitude.

Resolvi, por mim mesma, parar de deixar o tempo me mostrar como posso ser boba.
Resolvi, que iria dedicar-me apenas aos que me quizessem bem. Mas o bem que eu achasse que era suficientemente bem pra mim.
E não é que começou a dar certo?
Resolvi me entregar de coração para sonhos, risadas e choros.
A partir de então, começei a ser eu de verdade. Rodeada de pessoas que de fato, me faziam bem. Foi como se eu nascesse novamente. Uma sensação indescritível.

Agora, você vem e me pergunta:
E o tempo, onde fica nessa história?
E com toda a minha sinceridade, lhe responderei: O tempo, meu amigo, passou a ser meu aliado e fazer com que tudo a minha volta resplandeça de alegria.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

;


Liberdade é pouco.



O que eu desejo ainda não tem nome.

CL

00:09


Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...


.Cecília Meireles.

Beschreibung

Desde pequena
Era notável a sua perspicácia para assuntos que não lhe dizia respeito.
As mãozinhas sempre tentavam alcançar justamente aquilo que lhe era proibido
Comia com os cotovelos a mesa
E sorria quando lhe diziam que era uma sapeca

Na escola, sempre travessa
Não aparentava grande intelecto.
Conseguia o que queria na base da lei da sobrevivência.
Nunca conseguiram lhe imputar muitos sentimentos de culpa.

Quando menina
Não queria saber de meninos
Os livros lhe pareciam mais atraentes.
Fazia coisas animalescas, com a velha desculpa de ser jovem.
oscilava entre a infância e a adolescência.

Ranzinza como uma senhora
Com o coração mais manteiga que já existiu
Uma constante discussão com seus cabelos enrolados.
E sempre um machucado novo para a coleção

Distribuía "Eu te amo" para os amados
e sabia ser indiferente com o que não lhe parecia atraente.
Quebrava a cara com a facilidade de um cristal
E ressurgia do tombo com uma força sem igual.

Estimava a família como o bem mais precioso do mundo
Se entregava de corpo e alma para seus sonhos
Não era bela, mas sabia usar seus encantos.
O sorriso nunca lhe fugia da face.

Seus amores
Eram infindáveis. Incontáveis
O lúdico lhe encantava. Sonhava com o faz de conta todas as noites
Com cores, piruetas, bolhas de sabão e palhaços.

Agora crescida
Já não sabe ao certo o que bem quer
Não sonha com tanta frequência, mas se ocupa em realizar os sonhos antigos.

Prazer, Sou Vozes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

17:08

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir

Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada

Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha

Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva

Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento
Encruzilhada

Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir

Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas

Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha

Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva

Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.


Arnaldo Antunes

22:37





"Eu que nunca discuti o amor
Não vejo como me render
Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?
Ou só me quer tão só?
E então se tudo passa em branco eu vou pesar
A cor da minha angústia e no olhar
Saber que o tempo vai ter que esperar"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

23:47

Sai!
que eu já não te quero mais
sai porque hoje eu descobri
que posso viver sem ti
que posso viver em paz.
Muito bem sem teu amor.
Sai porque agora eu sou
Um homem bem mais feliz.

Vai,
Hoje a lágrima não cai
Sei agora o mal que faz
dar amor a quem não ama
dar amor a quem só traz
ódio e desilusão
que maltrata o coração
precisando de carinho

Minha amada
Não consigo mais viver ao lado teu
Ñão consigo mais te dar o meu amor
Hoje vivo muito bem sem tua boca
e sozinho não conheço mais a dor...



Descoberta - Los Hermanos

..

"O autêntico, o verdadeiro grande talento descobre as suas maiores alegrias na realização."


Goethe

.


"Porque se preocupar tanto com o vinco
Se a parte da roupa que tocará o seu corpo é sempre o avesso?"

Lucy Colin - Vozes num Divertimento

23:23

Os meus sonhos
o vento não pode levar.