Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
"Uma vez que os acasos acontecem, não se pode voltar atrás"
Seria exatamente assim.
Se eu não tivesse recebido aquele envelope. Aquele, em papel manteiga. Com um perfume desconhecido, que invadia o espaço mesmo estando fechado.
Engraçado né. Em pleno 2016. Cartas manuscritas. Envelopes fechados.
Emoções seladas. Soa bonito. Mais ainda quando abrimos, e sentimos.
Não poderia ser diferente nessa carta.
"Sabe, eu acredito que as coisas acontecem nos momentos em que podemos lidar com elas, acontecem no momento certo."
Sim. Eu sei.
As coisas acontecem em seu momento. E elas aparecem para nós no momento certo.
Não existiria momento mais certo pra eu ler isso.
E aí a catarse veio. E eu chorei.
Mas não foi um choro por conta da mágoa que existia.
Foi um choro de felicidade. Porque, mesmo com coisas difíceis, a vida tem coisas magníficas. E é mágico quando acontece dela apresentar esses pequenos gestos quando a gente mais precisa. Quando você consegue se permitir tocar e observar, aquilo transfere-se de um sentido tão grande.
Me senti amada e acolhida por aquelas palavras.
Senti que existem coisas que significam tanto, dizendo tão pouco.
E tudo aquilo só poderia vir dela.
Ela sabe daquilo que sinto. Ela sabe aquilo que vai batendo lá no fundo, que solidifica e cristaliza na alma. Ela tem mais de duas décadas comigo, eu não preciso ser diferente do que sou.
Ela tem um jeito único pra se fazer presente na minha vida.
Na sua singularidade. Na sua crítica (que é constante, é verdade). Na sua lealdade e observação.
Obrigada, minha amiga, por me fazer sentir assim.
Obrigada por, mesmo sem querer, fazer tanto sentido.
"Se eu pudesse lhe dar uma coisa na vida, eu lhe daria a capacidade de enxergar a si mesmo através dos meus olhos. Só assim você perceberia o quanto é especial para mim".
- Frida Kahlo.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
A Ana Que foi. A Ana que é. A Ana que vem.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
domingo, 6 de dezembro de 2015
Das reflexões cotidianas
Coleciono matchs. Likes. Combinações.
E desilusões.
Sobre a superficialidade das relações.
O que é um a mais na sua lista? Aquilo de fato soma algo pra você ?
Ou apenas cresce seu ego por saber que várias pessoas te desejam, mas você não significará nada para elas.
Meio louca essa relação de dominação.
Meio estranha essa nova forma de querer alguém
Nunca te vi. Mas desejo o que você aparenta ser.
Não sei quem você é. Mas também não quero saber muito mais do que o match trocado e o beijo dado.
As relações são superficiais. Você não precisa ser algo construtivo e diferente.
Basta você aparentar.
Você pode até ser legal. E se for, que sorte. Mas procura-se alguém apenas para aliviar a tensão acumulada.
Nessa sociedade do eu e meu umbigo, pouco sobra para que eu veja o outro. O outro serve apenas para me satisfazer. Nem que seja momentâneo. Afinal. Eu tenho meus planos, tenho minhas convicções,e nelas não têm espaço para uma segunda ideia ou vontade.
Esse like serve apenas para afirmar o que eu sempre soube. Que sou ótimo. Sou lindo. Todos me querem.
Mesmo que essas combinações jamais falem comigo.
Um dia, nem que por breves segundos, quando olhou meu perfil naquele catálogo humano, a pessoa me quis. Me desejou.
E nesse momento, eu cumpri meu objetivo.
sábado, 5 de dezembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Música de novela
To esperando você chegar
Depois do trabalho e do bar
Pra me explicar o que aconteceu com a gente
Você e eu
Tirar a gravata e me abraçar
Pedir desculpas no jantar
Fingindo que eu já perdoei até
O que eu não sei .
Desde quando minha presença
Já não faz diferença
Onde foi que eu me tornei alguma coisa
Entre sexo e distração ?
Eu sei, não é por mal, mas acontece toda hora
A gente acha normal, mas eu prefiro ir...embora
- lemoskine
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
E assim...
Onde a vida me cabia apertada.
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Sobre saquinhos de açúcar cristal.
Açúcar cristal é aquele açúcar teimoso. Perseverante.
Um suco de goiaba ficaria muito mais gostoso com açúcar refinado. Ou mascavo. Mas a vida te dá açúcar cristal.
É aquele adoçar comedido, devagar. Que não inunda de prazer a boca de quem bebe no primeiro gole.
É discreto.
Temos que esperar seu tempo ocioso de derreter, para surtir efeito.
Açúcar cristal não foi feito para apressados. Se você quer efeitos rápidos, desista. Tome sem açúcar, que a raiva será menor.
A beleza do açúcar cristal é justamente o deleite do último gole.
domingo, 16 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Fodas
Talvez você não saiba o quanto foi foda aquela foda.
Você não tenha se dado conta que aquele momento, intenso pra mim, banal pra você, custou caro.
Custou uma emancipação singular.
Fez minha autonomia sobre meu corpo adquirir liberdade para o mundo.
Me concedeu mais que aceitação. Me concedeu poder. Eu pude ser o que eu queria ser, como quisesse.
Eu fui. Do jeito que sou e serei.
Mandei nos meus domínios, gozei a minha vontade.
Foder é um ato político.
E naquela porra, aquele dia eu mandei.

