sábado, 30 de julho de 2011

Memória Fraca

Preciso lembrar que o amor próprio não bate na minha porta toda hora.

E uma vez que eu tenha conseguido adquirí-lo, é preciso usar constantemente. Independente de quem eu ache que sempre vai estar presente ou não.

Um tombo já é o suficiente. Chega de sofrer pelas mesmas coisas.

Valentine's Day

Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio.

Todo mundo sabe, ninguém quer mais saber
Afinal amar ao próximo é tão demodè.

A dor é inevitável. O Sofrimento, opcional.

Depois de toda aquela tormenta passada na minha vida, a calmaria enfim pareceu se reestabelecer.

Chorei, senti, esperneei, indaguei e me indignei. Tudo o que eu podia e queria.

Agora, passado seis meses desde o acontecido, vejo que no final, tudo se ajeita para o bem. E como diz o ditado: “deus escreve certo por linhas tortas”.

A minha vida não acabou. Ao contrário, eu redescobri como se vive. Redescobri amigos, sentimentos, loucuras, amores, mas principalmente, me redescobri.

E toda essa redescoberta me fez crescer, me fez ver como as mudanças que chegam às vezes indesejadamente, podem me fazer aprender com elas.

Hoje, depois de muita análise sobre a situação, a conclusão que tiro é: Cada coisa tem seu tempo e seu momento. Nada é pra sempre, por mais que a gente queira. E mesmo não sendo eterno, temos que fazer valer cada momento vivido, e mais ainda, é necessário dar valor pelo que se viveu.

É, o nosso momento passou.

Em contrapartida, começou outro momento, com outras pessoas. E ele tem sido tão intenso, tão verdadeiro, tão cúmplice que eu já nem mais sinto aquela falta tamanha que antes eu sentia.

Vida nova, com pessoas não tão novas assim. E isso que é o mais bonito. A redescoberta, que eu já falei ali em cima.

E assim o tom púrpura aparece! A possibilidade de recomeçar a cada momento.

E esses momentos vão me levando…

Post especial para meus mais novos momentos: Ana Letícia e Isabel

Pra pensar a respeito.

A novidade veio dar à praia
Na qualidade rara de sereia
Metade, o busto de uma deusa maia
Metade, um grande rabo de baleia

A novidade era o máximo
Do paradoxo estendido na areia
Alguns a desejar seus beijos de deusa
Outros a desejar seu rabo pra ceia

E a novidade que seria um sonho
O milagre risonho da sereia
Virava um pesadelo tão medonho
Ali naquela praia, ali na areia

A novidade era a guerra
Entre o feliz poeta e o esfomeado
Estraçalhando uma sereia bonita
Despedaçando o sonho pra cada lado

Ó, mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ó, de um lado este carnaval
Do outro a fome total

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E a novidade cada dia mais presente no mundo todo. Até quando?

Pistis



‘De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.’

Vinícius de Moraes

Solamente.


Só por hoje vou me permitir assim.

Ir deitar com esse sorriso no rosto, ficar pensando nos acontecimentos do dia até adormecer.

Voltar a ser juvenil, sonhar com possibilidades infundadas e improváveis.

Mesmo sabendo que nada disso será verdade, mesmo diante de todo o pessimismo presente no dia a dia. Mesmo apesar de tudo…

Por que não dá pra viver eternamente no ceticismo.

Um dia eu já soube escrever.

Mas esse dia foi embora, e nem me disse adeus.

Pra Ela...

E Todo aquele amor do mundo, contido em meu peito

Clamava para sair e ser todo dela…

Pra Onde Foi?

Faltam-me palavras pra descrever tudo que passa por aqui.

Os sentimentos são indecifráveis, as atitudes cada vez mais complexas e inexplicáveis. Eu não consigo entender, e não sei porque busco tanto esse entendimento. Mas sinto que preciso dele.

Tantas coisas acontecem, e me surpreendo com minhas reações. Fico perplexa comigo mesma, eu não era assim. O que aconteceu? Porque, quando e como eu fiquei assim, tão fria, tão indiferente, tão distante de tudo?

Mas eu continuo sentindo, aqui dentro, ainda bate. Eu só não sei, não consigo exteriorizar. Há um bloqueio maior.

E tudo isso me angustia, me faz ficar desesperada. Porque no fundo, a única coisa que eu quero é voltar a sorrir, sinceramente!

Essa vida desconexa, essa correria que me atropela, essa desilusão com as coisas que acontecem ao meu redor, esses cacos de coração espalhados a minha volta, essas mazelas do mundo, essa inversão de valores, a perda do caráter, as amizades despedaçadas…

Tudo, tudo colabora pra que eu não consiga mais compreender o que outrora eu julgava saber.

Esse ano tá sendo difícil manter o otimismo…

Mas vamos levando com o sorriso no rosto, mesmo que ele seja falso.

El Miedo

“Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama”.

William Shakespeare

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“Nem toda distância é ausência. Assim como nem todo silêncio é esquecimento…”

Volta Triunfal!

Respeitável Público:

Com muito amor no coração, lhes informo que meu blog voltou ao seu funcionamento normal!
Falta-me palavras pra tanta felicidade!
Há esperança agora?