quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Sobre bostas e felicidade

Hoje estava vendo algumas fotos da minha cunhada, e havia uma foto linda, com muitos Penguins. Então observo um comentário "muita bosta no chão".

Aquilo me incomodou.
Me deixou realmente encucada.
Porque, como pode alguém ver umas fotos lindas, cheias de natureza e felicidade, e se preocupar com a bosta?
O quão infeliz tem que ser a pessoa, pra ignorar todo o contexto e focar só no detalhe fedido? Nem vou falar que é ruim o detalhe, porque provavelmente aquilo esteja em um equilíbrio harmonioso com o habitat. 

Mas então fiquei refletindo: realmente, cada um vê aquilo que traz dentro de si.
Uma pessoa alegre e de bem com a vida vai ver as coisas bonitas do lugar. 
Aqueles que não se importam tanto com a sua volta, e só olham pro chão, conseguirão apenas ver as bostas. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que carrego



"É  que mais tem chão nos meus olhos
Do que cansaço nas minhas pernas,
Mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros, 
Mais estrada no meu coração
do que medo na minha cabeça."



Cora Coralina.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Porque sim. Porque Sempre.

Quem diria.

O foco era outro. Mas hoje quem saiu ajudada fui eu.
Entre tantas indecisões e dores da vida, ouvi algumas verdades que eu já sabia, mas que vi de maneira diferente quando você falou.

É bem verdade quando dizem que o sofrimento é opcional. Mas a grande questão é: Como não sofrer? Especialmente quando se trata de alguém que te causa sofrimento.
Você me decifrou com uma naturalidade espantosa.

"Seja a Ana que todos sabem que você é, e que só muda quando está com ele".
Trata-se de uma redução de danos.
Ele nunca será como eu pretendo que seja. Eu nunca serei como ele pretende que eu seja. Pra que brigar, pra que sofrer?
Pra que viver num passado, falando do passado, desenterrando coisas que não serão resolvidas?

Ok. Mas, como seguir em frente? Como enfrente?

Devemos entender que cada um dá o que pode.
E você se torna responsável pela expectativa que cria.
Mas fazer o que com toda essa confusão no peito? Passar por cima?

Vou escrever pra ele. Vou explicar o que sinto. Vou desenhar. Expor. Rasgar a ferida.
E aí? O que vai acontecer depois disso?
Magicamente tudo vai se resolver?

Trata-se de não pedir mais. Não sofrer por não ter mais.
Ficar feliz com o pouco que te é oferecido. Porque na verdade, você não o aceita como ele é. Você não o compreende verdadeiramente. Você não aceita o que ele não pode te dar.

E precisou uma pessoa de fora vir te falar tudo isso?

É, precisou. Precisou doer. Precisou sofrer. Precisou dramatizar.
Conta pra ele tudo o que você sente. Conta tudo o que doeu. Pra depois, nunca mais ter que falar sobre essa dor. Pra poder escolher ser feliz. Pra poder perdoar de verdade.
Pra poder se perdoar e se entender.
Porque o problema não tá nele. Tá em você, que não aceita como ele é. Porque?
Porque buscar uma idealização? O que você não entende? O que você não quer ver? o que você resiste, reluta em aceitar?

Você pode optar por sofrer ou não. Porque escolhe sempre o caminho da dor?
No fundo, você é igual a ele? Dramatiza tudo. Faz-se mártir do mundo.
Você que opta por carregar o que não consegue, e o que não cabe no bolso, nem no peito.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Hold On

Segura sua mão na minha
Para fazermos juntos
O que eu não posso fazer sozinha.

Porque quem tem um sonho
E coragem pra caminhar
Com a Força das mãos dadas
Pode muito mais do que sonhar.

Mesmo os passos tão difíceis
Mesmo suado o caminhar
Mesmo com tombos tão grandes
Mesmo errando sem parar


Porque andar nunca foi fácil
(todos tiveram que aprender)
Porque os tombos acontecem
(e não há como prever)
Porque errar não é pecado
(e até sere pra crescer).

É difícil e dá trablho
Porque aqui temos também
Dificuldade e armadilhas
Como toda vida tem

Mas aqui de diferente
Temos algo a acrescentar
Temos todos uns aos outros
E um sonho pelo qual lutar.

E esse sonho, companheiro,
Vale a pena sonhar
É um projeto tão bonito
Pruma pátria popular.

Por isso
Segura sua mão na minha
Para fazermos juntos
O que eu não posso fazer
sozinha.


Lira Alli

I want a...







Queria aprender a meditar.
Ser corredora de maratona.
Acordar bem disposta e humorada.
Ser pontual.
Terminar meus cursos de línguas.
Concluir minhas faculdades.
Não ter olheiras.
Fazer da bicicleta meu meio de locomoção.
Viver fazendo voluntariado.
Rir dos pequenos problemas da vida.
Emagrecer tudo que preciso.
Ter tempo para ler todos os livros que estão na minha fila de espera.
Assistir aos filmes que estão na estreia do cinema.
Ler todos os textos da faculdade no período certo.
Acordar no horário.
Escrever teses e artigos.
Ser disciplinada com a minha alimentação.
Resolver as mazelas do mundo.
Me dedicar à Umbanda de corpo e alma.
Passar num concurso bacana.
Ser feliz na minha profissão.
Não ter problema de memória.
Não depender de celular.
Nem depender de agenda.
E mais um monte de quereres.

A única coisa que não preciso querer, é amor. Porque isso a vida já tratou de se encarregar.
Mas o resto, ah, eu queria.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Uma hora a coisa pifa.

A vida é difícil, caro colega...
Manter a motivação e o foco no decorrer dos dias é complicadíssimo!
Perde o pique é natural. Estamos praticamente em outubro, faltam três meses pra acabar o ano. As forças já esgotaram.
Ainda mais eu, que resolvi abraçar o mundo e o fundo, de uma vez só.

Isso não significa desanimar.
Mas o corpo sofre. Você precisa de uma pausa, um descanso.
Não adianta tomar estimulantes, uma hora ele pifa. Pede arrego. Porque você as vezes esquece que é feita de carne e osso...

Essa semana foi pesada.
Perdi a hora todos os dias. Todos. Não ouvi o despertador tocar. Desesperador.
Acho que é o corpo dando sinal que tá arriando.
Nessas horas, o melhor a se fazer é parar e repensar o que se está fazendo. Prioridades, sabe como é.

Triste. Porém necessário.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Coração sangra.
Tristeza embebeda.

Ao fim, você percebe que o que você passa não é problema dos outros.
Apenas teu.
E a vida fica dolorida, e solitária.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Mas não sorrimos a toa...

Há alguns dias antes de completar meu 24º aniversário me peguei refletindo sobre meu all star, minha camiseta branca com frase bonitinha e meu cabelo amarrado de qualquer jeito em cima da cabeça. 
E sobre essa minha despreocupação com a necessidade de atender às expectativas do mundo com relação a mim.
Muitas são as vezes que penso: deveria andar de salto, deveria ser mais delicada, usar blush e parecer mais séria/sensual. 
Deveria ter terminado a faculdade de direito. Ter deixado de lado esses ideais e seguido uma carreira que me garantiria um bom rendimento financeiro. 
Deveria falar baixo, deixar de falar o que penso, não me importar tanto com os outros, não questionar o sistema político vigente, não dar bola pro mundo além do meu umbigo, usar o carro e poluir todo o ar do mundo, afinal, todos fazem isso.
Deveria me dar por satisfeita com as coisas que tenho, não ficar questionando as coisas que me rodeiam, usar moderadamente o cartão de crédito e poupar dinheiro, 
Eu deveria ser aquilo que meus pais esperavam que eu fosse. 

Mas ainda bem que não sou assim. 
Eu sou toda coração, maluca, falo sem papas na língua, rio alto, me importo com os outros, paro na rua pra perguntar se alguém precisa de ajuda, xingo no trânsito e resmungo da vida. 
E como disse uma amiga uma vez: o problema não são os teus defeitos. O problema é você gostar deles. 
E eu gosto. Muito. 
Hoje, a poucos dias de completar mais um ano vivido, somado de experiências boas, eu me pego orgulhosa. 
Orgulhosa de quem me tornei.
Algumas pessoas dirão que é arrogância, prepotência da minha parte. 
Não, não entendam assim. 
É só amor próprio, que aos poucos fui desenvolvendo, e hoje escancaro. 
Descobri que esse sentimento tão famoso é de fato crucial na nossa vida. Você se aceitar. Com todos os defeitos e qualidades. Saber das tuas limitações, mas também saber dos teus pontos fortes, é necessário e fundamental. 
Espero que nesse ciclo que logo irá iniciar eu possa aprender cada vez mais me compreender. Porque quando a gente se conhece, se entende e se respeita, a gente cria empatia para fazer isso com os outros. 
Hoje em dia consigo ser muito mais complacente com os outros, pois sei que preciso que sejam complacentes comigo. 
Fico feliz e orgulhosa em observar minha evolução. 
E sei que muitos de vocês que estão se dando ao trabalho de ler esse texto egocêntrico têm parte nesse meu aprendizado. 
Hoje, após uma linda gira de boiadeiro, cheguei em casa reflexiva acerca da minha vida, acerca da humildade que precisamos desenvolver e trilhar. E fiquei feliz. Feliz por poder compartilhar esse aprendizado.
Obrigado a todos que me ajudam nesse processo de evolução. 
Obrigado a todos que me acompanham e acompanharam ao longo desses 24 anos. 
Que passamos juntos aprender cada vez mais.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Concerta!



Há um certo tempo comecei a tomar o remedinho adestrador.
Eu mesma que pedi. Já estava ficando zureta com as duas faculdades, grupo de estudo, projeto social, curso de línguas, vida social assim, tudo ao mesmo tempo.

E... Essa coisa deixa muito pilhada!
Já percebi que nos dias que eu tomo, de fato fico muito ligada. Eu sei, é a função do remédio. Concentração à mil!
To feliz com a produção. Percebo que produzo muito mais análises sobre conteúdos do que antes. E isso eu acho fantástico.
Em contrapartida, eu ainda tenho uma certa dificuldade em focar. Penso, produzo, discuto. Mas não consigo aquietar a bunda e ler. Ok, não me empenhei pra isso ainda, é bem verdade...

Me sinto tão elétrica que em alguns momentos chego a ter medo de ter uma taquicardia.
Mais louca do que o normal, se isso é possível.

sábado, 9 de agosto de 2014

Reflexões de uma sexta feira a noite.

Passeando por um shopping de classe média alta, observando aquelas vitrines impecáveis.  Muitas luzes, muito glamour, muito perfume bom.  Aquelas pessoas bem arrumadas, portando bolsas caras, smartphones caros, roupas caras, pessoas lindas, que mesmo após uma semana exaustiva ainda estavam bonitas e bem apresentáveis em um passeio casual numa sexta feira à noite.

Passando o olho rapidamente por aquelas vitrines, e as muitas cifras que elas apresentavam, comecei a me questionar sobre essa sociedade de consumo na qual estamos inseridos e é tão difícil romper. Enquanto passeava me peguei tendo vontade de comprar inúmeras coisas que eu não precisava. - Ok, até aí você sabe que isso é a ‘lógica do mercado’, nós precisamos consumir desenfreada e inconscientemente.  Eu realmente admiro como ‘eles’ (não sei bem ao certo a quem devo denominar de ‘eles’. Mercado? Marketeiros? Sistema Capitalista Comedor de Criancinhas?) fazem você sentir necessidade daquele produto, e de como sua vida será infinitamente triste se você não adquiri-lo, mesmo que ele  custe praticamente todo o teu salário de estagiária.

Acontece que durante a tarde eu tinha participado de um círculo de pedagogia social, e a discussão que havíamos originado em sala ainda não tinha cessado na minha cabeça. E eu só conseguia pensar e me indignar com as muitas realidades que estávamos estudando, e como elas não cabiam ali! Como aquelas roupas lindas e impecáveis não foram feitas para qualquer um vesti-las. Como aquele perfume delicioso no ar não podia chegar ao olfato de todo mundo. Porque o mundo bonito e bem iluminado não é para todos. Ali é só um nicho muito, muito pequeno que pode adentrar. Alguns nem podem, mas fingem poder porque estar ali é pertencer a um lugar bom e bonito. E todos querem participar e aparecer, mesmo que digam o contrário.

Continuei caminhando e observando. Parei para jantar, e nesse meio tempo uma criança de uns quatro ou cinco anos, trajando um uniforme bem (y) quisto socialmente (y) chorava e esperneava que não queria sentar na cadeirinha. Meu ímpeto foi ficar brava com aquela manha (não tenho filhos e não tenho paciência pra criança mimada. Não me questionem porque estou fazendo pedagogia, por favor!), então prestei atenção na situação que ocorria: a criança queria a todo custo deitar no carrinho –que era da McLaren, por óbvio . Ela estava pedindo praticamente pelo amor de deus pra dormir. O pai tentava distraí-la com a mão livre, enquanto a outra ele mexia no super smartphone, pra verificar o feed do facebook (sim, eu prestei bastante atenção no que ele estava fazendo).

Aquilo me fez ficar mais puta, e refletir mais ainda sobre essa sociedade malditinha que estamos vivendo. Queria poder fugir do óbvio e não falar que nos preocupamos apenas com o ter e não com ser. Mas não consigo. Me vem um turbilhão de perguntas que todos nós conhecemos, mas não nos importamos verdadeiramente. Ainda com o gancho da pedagogia social e o público a qual ela é voltada, fiquei me questionando se aquela realidade daquele shopping era de fato a mais feliz.

Se aquelas pessoas que podiam de fato estar ali consumindo conseguiam viver felizes e tranquilas sabendo que atravessando a rua elas encontrariam pessoas que vivem um mês com o preço que elas pagariam em uma camisa de alguma das muitas lojas de grifes.
Se, e, porque é necessário consumir daquele modo tão desenfreado?
Será que aquele pai está de fato dando o melhor para a sua filha? Será que ela precisava de tudo aquilo?
Será que aquela senhora gentil que me atendeu na lanchonete não se revolta de adentrar todos os dias num mundo tão maravilhoso como aquele, e não poder ter acesso a ele?

Eu queria muito entender esses questionamentos. De verdade. Queria poder entender os motivos que fazem o ser humano viver nessa competição enlouquecida, essa ambição desenfreada. Entender como que as pessoas não se importam com as outras.

Tenho certeza que surgirão comentários aqui falando ‘eles trabalharam arduamente para poderem consumir aquelas coisas ofertadas naqueles valores’. Podem comentar, mas vocês sabem que eu não concordo nem acredito com esse ponto de vista.

Sinceramente, queria entender como que essas pessoas conseguem viver em um mundo sem amor ao próximo, sem solidariedade, sem empatia. Entender em qual momento da vida nos tornamos tão egoístas. Há quem diga que as pessoas são más por natureza e só pensam em si mesmas, que eu quem sou uma maluca utópica indignada por ‘pouca’ coisa.
Pode até ser.
Mas pra mim é inconcebível viver numa sociedade que funciona desse modo.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Felicidade Reinou.


De lá até aqui
Disfarço dois caminhos
Refaço o nó pra nos unir
Se a sorte desatar
Remendo no destino
Vontade de encontrar
E ao descobrir quem você é
O amor vem me buscar a pé
Tem mais de onde vem
Os versos dessa nossa história
Fazem um refém
E assim, quando bem quer
Sequestra o nosso amor
E põe de recompensa a fé
De acreditar que é bem melhor
Eu e você, nada ao redor
Vai por qualquer estrada caminhar
Que a vida há de encontrar nosso lugar
Me diz quantos passos eu devo seguir
Pra nos fazer feliz
Já não importa onde estou
Se é com você que eu vou
Daqui até ali
Meus olhos podem seguir
O que ainda há de vir
Escrevo na linha da mão
A luz dos dias que virão
E até os búzios vão dizer
Eu e você nada a perder
Vai por qualquer estrada caminhar
Que a vida há de encontrar nosso lugar
Me diz quantos passos eu devo seguir
Pra nos fazer feliz
Já não importa onde estou
Se é com você
Segue que a vida vai iluminar
Nosso andar
Até o amanhecer
Nasce de novo como o dia faz
Toda vez
Que eu vejo você
Vem, nosso amor se entrega à paz
De ser mais, sem limite algum
Faz de nós dois um lugar
Um destino pra sempre seguir
E daqui até lá

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Platão saberia me responder...

Devido a uma série de acontecimentos hoje, me peguei refletindo: como é difícil se colocar no lugar do outro.
Não to falando só da empatia (aquilo que tanto falta por aí). 
Me refiro à dificuldade de compreender efetivamente o que o outro sente. 
Porque sentir é muito subjetivo. 
O que me magoa, chateia ou fere, pode não fazer sentido pro outro. 

Hoje eu fiz o papel do "outro". Que não conseguiu entender o motivo de tamanha chateação. 
E então, voltei pra casa com isso matusquelando na cabeça. 
Afinal: como saber até onde a pessoa que se sentiu lesada está ou deixa de estar certa? 
É difícil valorar.

Porque quando você valora, você coloca tuas percepções. E percepções são subjetivas...
Sim, esse papo ta ficando subjetivo, eu sei. 
Mas a preocupação é seria. 

Até que ponto eu tenho direito de achar que o outro ta sentindo, ta errado?
Quem sou eu pra achar isso?
Mas ao mesmo tempo, quem é ele pra se ofender com tão pouco? Ou tão muito? 

Dirão: precisa usar o bom senso!
Aí respondo : bom senso é subjetivo. 

Ok. 
A vida é subjetiva. E se formos nos basear em subjetividades e indagações desse tipo, Precisaremos nascer com um diploma de graduação em filosofia. 
Mas fica lançada a indagação. Pra reflexão. 

Necessitamos de uma resposta pra isso. 
Porque muitas relações são - e serão- desgastadas por conta de pequenos infortúnios, tipo os que eu vivenciei hoje. 
E não há motivo pra isso. 
Basta uma tentativa válida de esclarecimento entre as partes. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Aquela pieguice que todo mundo sabe

Não sabia que era possível ser tão feliz dessa maneira.
A vida fica mais fácil de levar.
Os nós desatam com naturalidade.
Aqueles problemas chatos e gigantes nem parecem tão grandes assim.

Eu sei, a paixão faz isso.

Mas o que me surpreende mais é que nosso sentimento é maduro.
Lógico que existe aquela euforia, o frio na barriga.
Mas ao mesmo tempo, existe uma serenidade tão gostosa, que me deixa segura, tranquila.
Me sinto bem, amada, parece que não são dois meses e sim anos e anos.

O tempo passa de maneira natural. Ficamos horas juntos, mas não enjoo de você.
As coisas acontecem espontaneamente.
E ficar longe é tão ruim.

Me pego fazendo planos.
Quero viajar, quero ir a restaurantes, quero ter tardes no parque, quero sorrisos, abraços, beijos e amor. Muito amor.
Planejo uma vida ao teu lado.
Uma casa, gatos, Maria Flor, tudo assim bem misturado. Parecendo enlouquecedor.
Mas contigo do lado, não tem problema que perdure.

Fica meio piegas isso.
Não tem problema. Eu descobri que o amor é piegas. É batido.
Mas é fundamental.