Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
segunda-feira, 23 de maio de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
Solidar
Ela ali. Parada entre tantos.
Sentindo a sociedade passar, e ela despercebida.
Os carros passam na janela de maneira corriqueira. Seguem seus rumos. Sorte a deles terem um...
Ela indaga sua solidão. Ou seria solitude. Sozinha entre tantos. Sozinha dentro de si.
O Beatles tocando, lembrando que o help nunca vem quando se deseja.
A brasa do cigarro queimando em uma velocidade sem igual. Que não conseguia distinguir se era lenta ou rápida. Apenas sentia seu impacto.
As coisas passando na TV, não conseguia compreender o que era dito. Os casais se abraçando em sua frente, não entendia de onde vinha aquele amor. A vida rumando. E ela ali. Sem entender.
Ela era demais. Demasiadamente muito. Transbodava todas as barreiras que tentavam cerceá-la.
Conseguia então, compreender o porque da solidão.
Não haveria como alguém comportá-la.
Nem ela comportava a si mesma.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Tanto querer.
Queria eu, dentro de todas as minhas palavras, poder te dizer o quanto te queria.
Queria poder querer de forma mais comedida. Disfarçada. Queria...
Queria sentir em você todos os dias aquela felicidade compartilhada ao teu lado, com aquela sensação de completude. Queria...
Queria que você quisesse me querer.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
quinta-feira, 31 de março de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
♡
Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho...
Pablo Neruda
terça-feira, 15 de março de 2016
.
"Quando um copo quebra, por mais que se recolham os fragmentos, algo ficará piscando no chão no dia seguinte. Viver é se cortar, não contar os riscos. Não há como amar sem dar tempo ao ódio. Não há como odiar sem dar tempo ao amor. Paixão é não saber. Quando se sabe, é amor."
CarpiNejar
quinta-feira, 3 de março de 2016
Um ser ontológico. Eu sou.
Hoje eu li um texto que falava sobre saudade.
Fiquei com os olhos marejados. Porque saudade é assim. Especialmente a saudade daquelas que eu escolhi pra chamar de minhas.
A medida que amadureci fui sendo obrigada a conviver com esse sentimento louco e ambíguo.
E ele é dolorido. Porque a saudade só existe daquilo que já vivemos e fomos ceifados. Seja um momento, seja uma companhia.
Nunca soube lidar com esse negócio estranho, quase inominável. Definitivamente: com distância eu não sei lidar. Seja distância física, seja emocional.
E eu sofro, sofro copiosamente. Por não ter mais aquela relação cotidiana. Sofro por não ter aquela companhia pra dividir as aflições. Por não ter alguém pra contar a felicidade imediata. Por não ter alguém que compreenda o meu jeito e aceite todos os trejeitos chatos que tenho.
Eu sei. A saudade está diretamente ligada com a maturidade. Conforme você vive, a vida te cobra e te suga. Não há o que ser feito além de correr para sobreviver da melhor maneira.
E é durante essa corrida que as coisas se esvaem pelos dedos.
É muito louco. Porque ao mesmo tempo que você vai se afastando, você reforça aqueles laços.
Hoje em dia eu sei que as minhas amigas são muito mais minhas do que já foram um dia. Porque o tempo, esse menino maroto, sabe agir com destreza. Ao decorrer dos dias, eu refaço minhas escolhas. Eu escolho de quem eu vou sentir falta. Eu escolho quem vale a pena deixar os olhos marejar.
Em resumo. A maturidade dói. Eu sempre soube disso. Mas viver essa parada maluca é muito mais complexa do que eu um dia supus.
E acredito que jamais serei madura suficiente pra compreender essas distâncias que a vida nos obriga.
Àquelas que chamo de minhas, deixo registrada aqui minha saudade cotidiana de cada uma.
Mas deixo também minha gratidão eterna, por de fato serem minhas.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Pois é.
"Pois é cara
Eu te liguei
Eu realmente estava afim
Queria mesmo transar
Foder
Trepar
Sem me preocupar com nada
Sem ter medo do que você iria pensar
Ou se você iria espalhar.
Puta
Safada
Vadia
Tarada
Pode falar
Continua falando
Enquanto tu fala eu to gozando
Eu to dançando na chuva
Estou anulando a dor.
Que dor?
A dor de ser discriminada
Humilhada
Desprezada
Pelo simples fato de ser mulher
Sim, ser mulher tem lá o seu preço
Tem a sua cruz.
Não quero abrir mão dessa casa pequena
Onde cada sentimento meu tem lugar
Tem espaço
Tem liberdade.
Não preciso do teu sobrenome
Na verdade nem lembro o seu nome
Minha intenção não era te conhecer
Te entender
Ou te pertencer
Eu só queria mesmo foder
Com você e com quem eu quisesse.
O que eu sinto fazendo isso?
Prazer!
Já amei?
Claro!
Já chorei?
Muito!
E agora quero ficar em paz comigo
Não preciso de alguém.
Se eu te liguei
Foi porque saquei que você não queria ser meu
E nem de mais ninguém
Olha que coincidência cara!
Pois é, eu também."
-Helena Ferreira.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Odoiá
Que coração intenso
parece que tem um mar aí dentro
És sereia que caminha sobre o Aiye
Oras mar tranquilo outras nem tanto
Se tem um povo que não foge da luta
É o povo de maré cheia
Cheia de encanto e beleza
És a parte mais linda que estar
Sempre presente em nosso caminho para nos alegrar
És a força das ondas
As dunas douradas e ensolaradas em dias de verão
És o dengo precioso de Yemanjá
É a pérola que enfeita sorrisos
Orí que transborda axé
É mulher inteligente que enfrenta
Mas sabe quando deve recuar
assim como o mar
Seu olhar é como espelho d'água
Conseguimos enxergar e sentir
todo seu amor, suas emoções
Ninguém segura você
Mas você tem poder de manter perto
Quem merece estar
Afinal tolo é que não ama
MAR
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Bem no fundo
bem lá no fundo
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
A partir desta data
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo
Extinto por lei todo o remorso
maldito seja quem olhar para trás
lá para trás não há nada
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas
Leminski
