Uma estrela clareou o mundo inteiro, meu pai. Uma estrela tomou conta do Congá.
Enfim, depois de anos esperando essa sensação, eu finalmente a provei.
Entrei para a gira.
E foi tudo tão lindo quando eu sempre pensei.
A vibração, o axé, o amor me inundando e eu me sentido completa, finalmente, fazendo parte de tudo.
Eu me descobri.
É isso que eu quero pra minha vida. Quero sentir isso para sempre. Amor na sua qualidade mais pura, você sabe que aquilo é de verdade, e é aquilo que te movimenta.
Hoje vou dormir extasiada, completa.
Porque hoje começou um novo tempo na minha vida.
Saravá, meus Orixás.
Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Mais e Menos
a.fi.ni.da.de
1. Atração ou gosto natural por uma pessoa, coisa ou ideia
2. Relação por casamento ou por meios outros que o sangue
3. Semelhança ou concordância inerentes ou próximas
Afinidade é algo maior do que uma simples ligação sanguínea. Não é apenas uma relação de convivência por obrigação.
3. Semelhança ou concordância inerentes ou próximas
Afinidade é algo maior do que uma simples ligação sanguínea. Não é apenas uma relação de convivência por obrigação.
Afinidade é aquilo que acontece pelo simples fato de
existir. Aquele momento que você ri com a pessoa sem pedir nada em troca,
quando os olhares se cruzam, e você sabe exatamente o que se passa com a outra,
sem a necessidade de palavras, gestos ou demonstrações.
Afinidade não requer os mesmos gostos, as mesmas
opiniões. A afinidade busca a essência. Tudo bem você gostar de azul e eu de
vermelho. Você de cabelo liso, e eu de cabelo crespo. Tudo bem, afinal, o que
nos une é muito maior do que isso. Afinidade é sinergia, é encontro de almas.
A afinidade acontece, como diria o poeta: “Afinidade
acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo
dos olhares e a certeza das semelhanças.” Um sentimento de cumplicidade que
advém não se sabe da onde, nem por qual motivo. Mas se sente numa intensidade
gostosa, que te preenche de maneira igual, dando a deliciosa sensação de que
você não estará sozinha, independente do que acontecer.
Afinidade entre irmãos é comum. Afinal, o cotidiano, as
relações diárias acabam gerando essa compatibilidade de gostos e respeito
mútuo.
E veja só, que beleza de contradição. Nós, mesmo sem convivermos
diariamente nos descobrimos uma na outra. Apesar da distância, apesar da
diferença de idade, apesar de todos os pesares, nós somos assim, cara de uma e
focinho da outra.
E não nos bastou sermos filhas do mesmo pai e da mesma
mãe. Não nos bastou sermos parecidíssimas. Não era o suficiente. Fomos além!
Somos irmãs de cabeça, filhas de Iemanjá com Ogum, unidas por um elo muito
maior, que nem nós conseguimos imaginar o que isso signifique.
E então, aos poucos, as coisas começam a fazer um sentido
especial. Eu sei que você está comigo, e não é apenas dessa vida. Nos cruzamos
sabe Deus há quantas encarnações. E como é bom saber que tenho comigo você
sempre ao meu lado.
Afinidade é ver no seu semelhante um referencial, e mais
do que tudo, um porto seguro. Hoje é dia de agradecer por Deus ter colocado no
meu caminho a minha irmãzinha mais nova, que me enche de orgulho e alegria,
todos os dias.
Eu te amo, minha pequenininha.
Madrugadas produtivas.
Confusões da madrugada.
Então você conversando com uma amiga, conclui que desaprendeu a amar. Simples assim.
Desaprendeu de se deixar gostar.
Paixões arrebatadoras, que te fazem sofrer, chorar e suspirar, não passam pela tua porta nem sequer por um breve instante.
Aquela coisa maluca, de quinze anos, sabe? Que você gosta de suspirar pela maneira com a qual o menino sorriu de canto pra você. Essas coisas.
Essas coisas, que você não sente faz um tempão.
Tenho uma amiga, que consegue, mesmo com 24 anos na cara, viver e sofrer tudo isso, cada vez que se apaixona por um menino novo. E mais: ela consegue se apaixonar com frequência!
COMO ELA CONSEGUE? Sério! Eu a invejo de todo o meu coração, porque não consigo mais sentir isso. Há tempos!
Rememorando os fatos acontecidos, tento ver em que parte da minha vida eu me fechei pro mundo.
E, confesso, eu sei bem onde foi. Sei sim, naquele exato instante em que ele levantou da minha cama, e saiu porta afora.
Preciso mudar a pergunta.
O foco agora é: Como fazer pra colar um coração partido e seus cacos recolhidos há tanto tempo?
Será que um dia volta a ser como foi outrora?
Ainda busco aquele suspiro...
Então você conversando com uma amiga, conclui que desaprendeu a amar. Simples assim.
Desaprendeu de se deixar gostar.
Paixões arrebatadoras, que te fazem sofrer, chorar e suspirar, não passam pela tua porta nem sequer por um breve instante.
Aquela coisa maluca, de quinze anos, sabe? Que você gosta de suspirar pela maneira com a qual o menino sorriu de canto pra você. Essas coisas.
Essas coisas, que você não sente faz um tempão.
Tenho uma amiga, que consegue, mesmo com 24 anos na cara, viver e sofrer tudo isso, cada vez que se apaixona por um menino novo. E mais: ela consegue se apaixonar com frequência!
COMO ELA CONSEGUE? Sério! Eu a invejo de todo o meu coração, porque não consigo mais sentir isso. Há tempos!
Rememorando os fatos acontecidos, tento ver em que parte da minha vida eu me fechei pro mundo.
E, confesso, eu sei bem onde foi. Sei sim, naquele exato instante em que ele levantou da minha cama, e saiu porta afora.
Preciso mudar a pergunta.
O foco agora é: Como fazer pra colar um coração partido e seus cacos recolhidos há tanto tempo?
Será que um dia volta a ser como foi outrora?
Ainda busco aquele suspiro...
segunda-feira, 11 de março de 2013
Dias atrás.
No meio do tempo cinza de Curitiba, tropeço contigo num dos cantos mais charmosos da cidade
eu esbaforida, atrasada, como de habitual.
E você na tua serenidade, fala calma e sorriso frouxo.
Paramos ali, nos sinaleiro. Cada um numa extremidade, e ficamos nos encarando, como se fosse a primeira vez.
Olhos fixos e intensos, mas eles já não se desejavam mais.
atravessei a rua, e você me esperou, tirando suavemente os fones de ouvido.
Alguns pingos de chuva caiam na gente, deixando a marca na tua camiseta branca.
Um cumprimento breve, e eu evitei o teu abraço.
Receei, é verdade.
Talvez por não me adaptar à ideia de não mais tê-lo quando queria. Talvez por orgulho ferido.
Sempre sofro com isso. Esses encontros abruptos, me pegando desprevinida, me deixando sem jeito.
acabo me denunciando. sou melhor com palavra do que com gestos.
A ideia de ter que dar o braço a torcer, e enteder de vez que você não me quer mais
é aquele lance de ego. Como assim, me dando um fora?
Não queria gostar de você, mas também nao queria que nenhuma outra o fizesse.
é egoista, eu sei. nunca disse que não era.
Nos encaixávamos tão bem assim, pra que mudar algo que estava bom?
Meia dúzia de palavras trocadas, um sorriso teu, uma falta de jeito minha, o sinal torna a fechar.
tu atravessas a rua, passos largos, firmes e calmos.
Eu continuo subindo, tentando parecer o mais confiante possível, num passo miúdo, quase correndo, pensando em como teria sido bom te dar aquele abraço...
eu esbaforida, atrasada, como de habitual.
E você na tua serenidade, fala calma e sorriso frouxo.
Paramos ali, nos sinaleiro. Cada um numa extremidade, e ficamos nos encarando, como se fosse a primeira vez.
Olhos fixos e intensos, mas eles já não se desejavam mais.
atravessei a rua, e você me esperou, tirando suavemente os fones de ouvido.
Alguns pingos de chuva caiam na gente, deixando a marca na tua camiseta branca.
Um cumprimento breve, e eu evitei o teu abraço.
Receei, é verdade.
Talvez por não me adaptar à ideia de não mais tê-lo quando queria. Talvez por orgulho ferido.
Sempre sofro com isso. Esses encontros abruptos, me pegando desprevinida, me deixando sem jeito.
acabo me denunciando. sou melhor com palavra do que com gestos.
A ideia de ter que dar o braço a torcer, e enteder de vez que você não me quer mais
é aquele lance de ego. Como assim, me dando um fora?
Não queria gostar de você, mas também nao queria que nenhuma outra o fizesse.
é egoista, eu sei. nunca disse que não era.
Nos encaixávamos tão bem assim, pra que mudar algo que estava bom?
Meia dúzia de palavras trocadas, um sorriso teu, uma falta de jeito minha, o sinal torna a fechar.
tu atravessas a rua, passos largos, firmes e calmos.
Eu continuo subindo, tentando parecer o mais confiante possível, num passo miúdo, quase correndo, pensando em como teria sido bom te dar aquele abraço...
Tomara...
"Tomara que a gente não desista de ser quem é
por nada nem ninguém nesse mundo. Que a gente reconheça o poder do outro
sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas
verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que
friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.. Que
mesmo quando estiver doendo, nós não percamos de vista o sonho e a ideia
da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz!"
C.F.A.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz!"
C.F.A.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Garimpando!
... Escolhi amá-la. Escolhi lembrar dos beijos moços, dos suspiros, dos passeios de bicicleta. Tirei os espirros, os chulés e a sua mania de nunca colocar vírgula antes dos vocativos. Escolhi acreditar nos teus carinhos, enxergar o que sei de amor em você e escolhi acreditar que você faz o mesmo. E o nosso amor vai durar enquanto cuidarmos com tanta destreza desse nosso empilhamento de instantes. Sempre achei que, no fundo, amar é garimpar lembranças de instantes bonitos. Assim como o ódio é apenas um amor mal-humorado, preguiçoso de garimpar o que se tem de doce.
- Ana Larousse.
- Ana Larousse.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
A dificuldade da rotina.
É preciso entender que determinadas situações, sentimentos e pessoas possuem prazo determinado na sua vida.
Com começo, meio e especialmente fim.
E mais ainda: É preciso deixá-las irem por completo, sem ficar resgatando-as. Por mais que doa, por mais que falta seja latente.
Tem coisa que vem, pra que possa ir embora.
Com começo, meio e especialmente fim.
E mais ainda: É preciso deixá-las irem por completo, sem ficar resgatando-as. Por mais que doa, por mais que falta seja latente.
Tem coisa que vem, pra que possa ir embora.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Ela não quer dividir o brownie
Ela é solteira. Não sozinha. Ela pinta as unhas de vermelho quando quer. Mas, também, sabe deixar as unhas em cacos quando dá vontade. Esbanja esquisitices ao falar dos seriados prediletos. E se cala quando o assunto é sobre o porquê dela não ter namorado.
Ela usa vestido de tricô, daqueles clichês para tomar chá quando o tempo é frio. E bebe cervejas em canecas, como homens pré-históricos. Ela ri de palavrões e de piadas de humor negro. Mas, também, se derrete mais do que picolé em frigideira quando recebe um SMS romântico de madrugada. Mas por que não namora?
Ela acorda, escova os dentes de quem já usou aparelho, toma chocolate quente, se arruma e vai trabalhar. Prefere usar preto. Mas desbanca qualquer havaiana bonita quando inova em alguma vestimenta cheia de flores coloridas. Ela é linda e desconversa. Fala do tempo, do futebol, da novela, da mãe, da crise do Paraguai e do Joseph Gordon-Levitt. Mas por que tu não namoras?
Quando o assunto é sexo, ela fala menos do que escuta. Escuta com os ouvidos, com os olhos, com a boca e com os pêlos da coxa. Transa menos do que deseja. E sabe esconder alguma aspirante a Sônia Braga dentro daquele decote comportado. Ela curte os Beatles, os Novos Baianos, Caetano e o Cícero. E fala que eu tenho péssimo tom de voz. Lê Caio, Keroauc, Fante e Gabito. Mas diz que, também, gosta das minhas histórias.
É estranha, também. Assumo. Corta o cabelo de acordo com as fases da lua e gosta de comer macarrão com feijão. Gosta de umas bandas que ninguém conhece e chora com as histórias do Nicholas Sparks. Liga o ar condicionado porque gosta de dormir sentindo frio e acaba repousando feito uma esquimó com meias e edredom. Uma linda esquimó, por sinal. Não sabe usar o celular. Costuma atender as ligações somente após a quarta tentativa de chamada. Não, ela não ignora. Ela perde tempo é procurando o celular na bolsa, debaixo da cama ou pia na banheiro. Mas, vez em quando, ela sabe ignorar também. Não sabe dançar. Recusa os convites, mas adora ser convidada. Odeia batom e gosta de brincos de pena.
Mas por que ninguém conseguiu ultrapassar esse muro de Berlim que você ergueu no teu peito? Ela desconversa. Ri de canto de boca e me pergunta se eu fumo tentando desviar o assunto pra longe. Eu insisto. Falo coisas demodês e jogo no ar o fato de que eu a acho perfeita. Ela empina o nariz o fino, me lança teus olhos verdes escuro e ajeita-se sobre a mesa. Muda o tom e me fala: “Porque eu não quero”. E eu rio sem graça da minha maldita ideia de achar que todo mundo quer ter alguém para dividir os brownies.
_
Hugo Rodrigues.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Afinal.
Quando você ler esse bilhete
já estarei na rodoviária
quem sabe até em alta estrada
viajei pra uma cidade chamada solitária
cansei de ser joguete, cacete
cansei de ser tão maltratada
deixei bife e arroz no microondas
joguei na privada aquela rosa
e a aliança
eu deixei pra você pagar as contas
não levo comigo celular nem a escova
somente a tua lâmina de barbear
e uma desesperança
chegando lá vou ficar bêbada de querosene
vou raspar os cabelos até perder a cabeça
vou cometer haraquiri
mesmo sabendo que nesse momento você ri.
- A Banda Mais Bonita Da Cidade - Solitária -
já estarei na rodoviária
quem sabe até em alta estrada
viajei pra uma cidade chamada solitária
cansei de ser joguete, cacete
cansei de ser tão maltratada
deixei bife e arroz no microondas
joguei na privada aquela rosa
e a aliança
eu deixei pra você pagar as contas
não levo comigo celular nem a escova
somente a tua lâmina de barbear
e uma desesperança
chegando lá vou ficar bêbada de querosene
vou raspar os cabelos até perder a cabeça
vou cometer haraquiri
mesmo sabendo que nesse momento você ri.
- A Banda Mais Bonita Da Cidade - Solitária -
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Cuecas e Calcinhas
Quero café na cama
E, ao dormir, no meu ouvido,
Ouvir baixinho que me ama,
que me ama, que me ama,
que me ama, que me ama...
Quero brigas, quero beijos, quero rotina
Acordar e te ver todo dia de pijama,
na sala, no banheiro, na cozinha, na varanda
Quero um filho teu, tua cara, olhos meus,
cuecas e calcinhas no varal,
e ao final da vida, velhinhos, perceber
que não foi assim tão mal.
- Alexandre Nero para AgendArte.
E, ao dormir, no meu ouvido,
Ouvir baixinho que me ama,
que me ama, que me ama,
que me ama, que me ama...
Quero brigas, quero beijos, quero rotina
Acordar e te ver todo dia de pijama,
na sala, no banheiro, na cozinha, na varanda
Quero um filho teu, tua cara, olhos meus,
cuecas e calcinhas no varal,
e ao final da vida, velhinhos, perceber
que não foi assim tão mal.
- Alexandre Nero para AgendArte.
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