Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
quinta-feira, 31 de março de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
♡
Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho...
Pablo Neruda
terça-feira, 15 de março de 2016
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"Quando um copo quebra, por mais que se recolham os fragmentos, algo ficará piscando no chão no dia seguinte. Viver é se cortar, não contar os riscos. Não há como amar sem dar tempo ao ódio. Não há como odiar sem dar tempo ao amor. Paixão é não saber. Quando se sabe, é amor."
CarpiNejar
quinta-feira, 3 de março de 2016
Um ser ontológico. Eu sou.
Hoje eu li um texto que falava sobre saudade.
Fiquei com os olhos marejados. Porque saudade é assim. Especialmente a saudade daquelas que eu escolhi pra chamar de minhas.
A medida que amadureci fui sendo obrigada a conviver com esse sentimento louco e ambíguo.
E ele é dolorido. Porque a saudade só existe daquilo que já vivemos e fomos ceifados. Seja um momento, seja uma companhia.
Nunca soube lidar com esse negócio estranho, quase inominável. Definitivamente: com distância eu não sei lidar. Seja distância física, seja emocional.
E eu sofro, sofro copiosamente. Por não ter mais aquela relação cotidiana. Sofro por não ter aquela companhia pra dividir as aflições. Por não ter alguém pra contar a felicidade imediata. Por não ter alguém que compreenda o meu jeito e aceite todos os trejeitos chatos que tenho.
Eu sei. A saudade está diretamente ligada com a maturidade. Conforme você vive, a vida te cobra e te suga. Não há o que ser feito além de correr para sobreviver da melhor maneira.
E é durante essa corrida que as coisas se esvaem pelos dedos.
É muito louco. Porque ao mesmo tempo que você vai se afastando, você reforça aqueles laços.
Hoje em dia eu sei que as minhas amigas são muito mais minhas do que já foram um dia. Porque o tempo, esse menino maroto, sabe agir com destreza. Ao decorrer dos dias, eu refaço minhas escolhas. Eu escolho de quem eu vou sentir falta. Eu escolho quem vale a pena deixar os olhos marejar.
Em resumo. A maturidade dói. Eu sempre soube disso. Mas viver essa parada maluca é muito mais complexa do que eu um dia supus.
E acredito que jamais serei madura suficiente pra compreender essas distâncias que a vida nos obriga.
Àquelas que chamo de minhas, deixo registrada aqui minha saudade cotidiana de cada uma.
Mas deixo também minha gratidão eterna, por de fato serem minhas.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Pois é.
"Pois é cara
Eu te liguei
Eu realmente estava afim
Queria mesmo transar
Foder
Trepar
Sem me preocupar com nada
Sem ter medo do que você iria pensar
Ou se você iria espalhar.
Puta
Safada
Vadia
Tarada
Pode falar
Continua falando
Enquanto tu fala eu to gozando
Eu to dançando na chuva
Estou anulando a dor.
Que dor?
A dor de ser discriminada
Humilhada
Desprezada
Pelo simples fato de ser mulher
Sim, ser mulher tem lá o seu preço
Tem a sua cruz.
Não quero abrir mão dessa casa pequena
Onde cada sentimento meu tem lugar
Tem espaço
Tem liberdade.
Não preciso do teu sobrenome
Na verdade nem lembro o seu nome
Minha intenção não era te conhecer
Te entender
Ou te pertencer
Eu só queria mesmo foder
Com você e com quem eu quisesse.
O que eu sinto fazendo isso?
Prazer!
Já amei?
Claro!
Já chorei?
Muito!
E agora quero ficar em paz comigo
Não preciso de alguém.
Se eu te liguei
Foi porque saquei que você não queria ser meu
E nem de mais ninguém
Olha que coincidência cara!
Pois é, eu também."
-Helena Ferreira.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Odoiá
Que coração intenso
parece que tem um mar aí dentro
És sereia que caminha sobre o Aiye
Oras mar tranquilo outras nem tanto
Se tem um povo que não foge da luta
É o povo de maré cheia
Cheia de encanto e beleza
És a parte mais linda que estar
Sempre presente em nosso caminho para nos alegrar
És a força das ondas
As dunas douradas e ensolaradas em dias de verão
És o dengo precioso de Yemanjá
É a pérola que enfeita sorrisos
Orí que transborda axé
É mulher inteligente que enfrenta
Mas sabe quando deve recuar
assim como o mar
Seu olhar é como espelho d'água
Conseguimos enxergar e sentir
todo seu amor, suas emoções
Ninguém segura você
Mas você tem poder de manter perto
Quem merece estar
Afinal tolo é que não ama
MAR
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Bem no fundo
bem lá no fundo
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
A partir desta data
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo
Extinto por lei todo o remorso
maldito seja quem olhar para trás
lá para trás não há nada
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas
Leminski
Imediato
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
"Uma vez que os acasos acontecem, não se pode voltar atrás"
Seria exatamente assim.
Se eu não tivesse recebido aquele envelope. Aquele, em papel manteiga. Com um perfume desconhecido, que invadia o espaço mesmo estando fechado.
Engraçado né. Em pleno 2016. Cartas manuscritas. Envelopes fechados.
Emoções seladas. Soa bonito. Mais ainda quando abrimos, e sentimos.
Não poderia ser diferente nessa carta.
"Sabe, eu acredito que as coisas acontecem nos momentos em que podemos lidar com elas, acontecem no momento certo."
Sim. Eu sei.
As coisas acontecem em seu momento. E elas aparecem para nós no momento certo.
Não existiria momento mais certo pra eu ler isso.
E aí a catarse veio. E eu chorei.
Mas não foi um choro por conta da mágoa que existia.
Foi um choro de felicidade. Porque, mesmo com coisas difíceis, a vida tem coisas magníficas. E é mágico quando acontece dela apresentar esses pequenos gestos quando a gente mais precisa. Quando você consegue se permitir tocar e observar, aquilo transfere-se de um sentido tão grande.
Me senti amada e acolhida por aquelas palavras.
Senti que existem coisas que significam tanto, dizendo tão pouco.
E tudo aquilo só poderia vir dela.
Ela sabe daquilo que sinto. Ela sabe aquilo que vai batendo lá no fundo, que solidifica e cristaliza na alma. Ela tem mais de duas décadas comigo, eu não preciso ser diferente do que sou.
Ela tem um jeito único pra se fazer presente na minha vida.
Na sua singularidade. Na sua crítica (que é constante, é verdade). Na sua lealdade e observação.
Obrigada, minha amiga, por me fazer sentir assim.
Obrigada por, mesmo sem querer, fazer tanto sentido.
"Se eu pudesse lhe dar uma coisa na vida, eu lhe daria a capacidade de enxergar a si mesmo através dos meus olhos. Só assim você perceberia o quanto é especial para mim".
- Frida Kahlo.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
A Ana Que foi. A Ana que é. A Ana que vem.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
domingo, 6 de dezembro de 2015
Das reflexões cotidianas
Coleciono matchs. Likes. Combinações.
E desilusões.
Sobre a superficialidade das relações.
O que é um a mais na sua lista? Aquilo de fato soma algo pra você ?
Ou apenas cresce seu ego por saber que várias pessoas te desejam, mas você não significará nada para elas.
Meio louca essa relação de dominação.
Meio estranha essa nova forma de querer alguém
Nunca te vi. Mas desejo o que você aparenta ser.
Não sei quem você é. Mas também não quero saber muito mais do que o match trocado e o beijo dado.
As relações são superficiais. Você não precisa ser algo construtivo e diferente.
Basta você aparentar.
Você pode até ser legal. E se for, que sorte. Mas procura-se alguém apenas para aliviar a tensão acumulada.
Nessa sociedade do eu e meu umbigo, pouco sobra para que eu veja o outro. O outro serve apenas para me satisfazer. Nem que seja momentâneo. Afinal. Eu tenho meus planos, tenho minhas convicções,e nelas não têm espaço para uma segunda ideia ou vontade.
Esse like serve apenas para afirmar o que eu sempre soube. Que sou ótimo. Sou lindo. Todos me querem.
Mesmo que essas combinações jamais falem comigo.
Um dia, nem que por breves segundos, quando olhou meu perfil naquele catálogo humano, a pessoa me quis. Me desejou.
E nesse momento, eu cumpri meu objetivo.

