segunda-feira, 1 de julho de 2013

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"As coisas só começam a fluir quando a gente permite que isso aconteça. Eu to confiando em mim de novo, me permitindo, porque sei que posso muito, mereço muito! E como é bom eu finalmente ter me dado essa segunda chance, depois de ter dado tantas pra quem nem valia a pena."

- Tati Bernardi

Se não pode se vestir com os nossos sonhos, não fale em nosso nome.

"Que tempos são esses que temos que defender o óbvio?"


Há tempo de somar
e hora de dividir.
Há tempo de esperar
E tempo de decidir.
Tempos de resistir
Tempos de explodir.
Tempos de criar asas, romper cascas
Porque é tempo de partir.
Partir partidos,
Parir futuros,
Partilhar amanheceres
Há tanto tempo esquecidos.
Lá no passado tínhamos um futuro
Lá no futuro temos um presente
Pronto para nascer
Só esperando você se decidir
Porque são tempos de decidir,
Dissidiar, dissuadir,
Tempos de dizer:
Não mais em nosso nome!
Se não pode se vestir com os nossos sonhos
Não fale em nosso nome.
Não mais construir casas para que os ricos morem.
Não mais fazer o pão que o explorador come.
Não mais em nosso nome!
Não mais nosso suor, teu descanso.
Não mais o nosso sangue, tua vida.
Não mais nossa miséria, tua riqueza.
Tempos de dizer
Que não são tempos de Calar
Diante da mentira e da injustiça
É tempo de lutar
É tempo de festa, de cantar
As velhas canções e as que ainda vamos inventar
Tempos de criar, tempos de escolher
Tempos de plantar os tempos que iremos colher.
É tempo de darmos nome aos bois,
De levantar a cabeça
Acima da boiada,
Porque é tempo de tudo ou nada
É tempo de rebeldia
São tempos de rebelião
É tempo de dissidência
Já é tempo de os corações pularem fora do peito
Em passeata, em multidão.
Porque é tempo de dissidência
É tempo de revolução.

Ponderações.


Fazia tanto tempo que eu não sentia essas borboletas no estômago.
Que eu não sentia esse medo de me perder nesse sentimento. 

Que eu não ficava desesperada por não ter o controle da situação, e não domar o que eu sinto... 

Confesso que é bastante desesperador, pra mim, assumir que eu to gostando de alguém.
Principalmente pelo fato que eu nunca tenho certeza de nada. Eu não posso afirmar: Sim, estou amando. Mas está sendo bom, sabe como? 

Aquela insegurança batendo, o sorriso automático ao falar da pessoa. Aliás, parar de falar e pensar na pessoa é um grande desafio quando se está no começo de qualquer coisa.
Sim, eu falou 'qualquer coisa' porque não sei se posso denominar isso de relacionamento... Eu não sei o que temos, SE temos alguma coisa. 


E eu gosto justamente daquele que me deixa assim, nessa agonia.
Eu não opto por aquele que me quer, me bajula, me adora. Eu escolho aquele que me trata super bem, mas não me deixa numa zona de conforto. 

Gosto de ser instigada, de ficar na incerteza. 

É estranho, praticamente gosto de sofrer. 
Mas está sendo bom. Não quero apressar as coisas, quero tentar relaxar e deixar me levar.
Já passou da hora de gostar, e me deixar ser gostada. 


Sem medos, sem neuras, sem bobagens.
Se quebrar a cara ou o coração, a gente junta os caquinhos, cola, e depois vai à luta de novo. Porque assim que tem que ser.

Ninguém merece ser sozinho. 


Aquela liberdade.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sutil

Aquela linha tênue que separa uma grande amizade dum grande sentimento de posse.
Ela é fina e imperceptível como um fio de nylon, que ao tentar ser rompido fere os dedos de quem o forçou.

Reflexivo.

domingo, 9 de junho de 2013

Só pra você saber...

As mudanças são malucas. 
Sabe, uma intensidade estranha. De repente, você muda a opinião e tudo fica assim, tão diferente. 
E elas vão chegando uma por cima da outra, com você sentindo tudo ao mesmo tempo, e não conseguindo entender o que está sentindo.
Você se vê no meio dum turbilhão de vida, de ânsia de viver. 
E ao mesmo tempo, bate aquele desespero, porque você não consegue por ordem em nada. Tudo fica fora do lugar, você não consegue decifrar aquele nó no peito. 

Eu sei que depois da tempestade vem a calmaria.
Estou esperando pacientemente ela chegar...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

No Pranto

Não tentes consolar o desgraçado
Que choras amargamente a sorte má
Se o tirares por fim do seu estado
Que outra consolação o restará...

- Mário Quintana -

segunda-feira, 3 de junho de 2013

L'amour ça ne va pas



"L'amour j'en veux pas
J'préfère de temps en temps 
J'préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants 
Mais l'amour, pas vraiment!"

sábado, 1 de junho de 2013

Cotidiano boboca.

Tendo um dedo de prosa com a minha mãe:

- Ana Caroline, você precisa de um namorado! 
- Como se eu não soubesse, mãe. Mas eu quero alguém pra poder discutir filmes Argentinos, que goste de música francesa, que seja romântico e aprecie bons vinhos! Não quero qualquer um...
- Esse é um amigo gay, Ana. Homem é aquilo ali (e aponta para o meu padrasto metaleiro, barbudo, gordinho e cabeludo que no momento estava tomando uma cerveja e cuidando da churrasqueira).


Sabe, eu desisto, viu Deus!

O resto da vida!


Mais uma de tantas paixões.


Era carnaval, ficamos naquela euforia maluca. Nada além de cachaça na cabeça.
Você sentou na minha canga enquanto rolava uma tentativa de luau, e eu ria das piadas sem graça que você fazia, e da tua facilidade em perder os chinelos.

Depois de algumas notas mal tocadas no violão, e aquela visão embaçada de porre, eis que amanhece o dia seguinte com um toque diferente na minha bolsa. Me deparo então com um celular que não é meu.
Mas já é dia, e eu já estou no ônibus rumo a Curitiba.
Combino com a tua mãe de te devolver o aparelho na semana seguinte, porque pra minha sorte, você mora lá.

Na data combinada, lá vou eu te devolver.
Situação inusitada essa nossa. Um começo digno de filme, eu diria.
E com isso, voltamos a ficar. Não é que o amor de verão subiu a serra?!

Àquelas terças feiras estendidas, aproveitadas no cinema. Foram dois meses, deliciosos.
Sem cobranças, sem perturbações. Amigos com benefícios, era o que éramos. E era tão bom!

A separação veio da mesma maneira que veio a junção. A Federal entrou em greve, e você voltou pra casa. Nosso pequeno relacionamento não aguentou quatro meses de ausência. Acabamo-nos. Assim, sem mais nem meio mais.

Ao te reencontrar naquele ponto de ônibus foi como se eu fosse teletransportada para aquele momento onde paramos. O teu sorriso bobo enquanto se abaixava na janela e pedia licença pra entrar no carro, seguido daquele teu cabelo despenteado e um comentário tosco para descontrair.

Então me lembro: como tua companhia era boa! Que pena que não demos certo juntos.
Me deu uma saudade danada daqueles tempos antigos.

Costumo achar que tudo tem um porque de acontecer e deixar de acontecer. E acho que no fundo, motivo deve haver por você ter ressurgido assim na minha vida novamente.
Espero poder tropeçar contigo mais vezes por esses dias. E, porque não, como antigamente?

quarta-feira, 24 de abril de 2013

23/04/13

Uma estrela clareou o mundo inteiro, meu pai. Uma estrela tomou conta do Congá.

Enfim, depois de anos esperando essa sensação, eu finalmente a provei.
Entrei para a gira.
E foi tudo tão lindo quando eu sempre pensei.

A vibração, o axé, o amor me inundando e eu me sentido completa, finalmente, fazendo parte de tudo.
Eu me descobri.
É isso que eu quero pra minha vida. Quero sentir isso para sempre. Amor na sua qualidade mais pura, você sabe que aquilo é de verdade, e é aquilo que te movimenta.

Hoje vou dormir extasiada, completa.
Porque hoje começou um novo tempo na minha vida.


Saravá, meus Orixás.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mais e Menos




a.fi.ni.da.de
1. Atração ou gosto natural por uma pessoa, coisa ou ideia
2. Relação por casamento ou por meios outros que o sangue
3. Semelhança ou concordância inerentes ou próximas

Afinidade é algo maior do que uma simples ligação sanguínea. Não é apenas uma relação de convivência por obrigação.
Afinidade é aquilo que acontece pelo simples fato de existir. Aquele momento que você ri com a pessoa sem pedir nada em troca, quando os olhares se cruzam, e você sabe exatamente o que se passa com a outra, sem a necessidade de palavras, gestos ou demonstrações.

Afinidade não requer os mesmos gostos, as mesmas opiniões. A afinidade busca a essência. Tudo bem você gostar de azul e eu de vermelho. Você de cabelo liso, e eu de cabelo crespo. Tudo bem, afinal, o que nos une é muito maior do que isso. Afinidade é sinergia, é encontro de almas.

A afinidade acontece, como diria o poeta: “Afinidade acontece entre seres humanos. A mesma frase dita ao mesmo tempo, o diálogo mudo dos olhares e a certeza das semelhanças.” Um sentimento de cumplicidade que advém não se sabe da onde, nem por qual motivo. Mas se sente numa intensidade gostosa, que te preenche de maneira igual, dando a deliciosa sensação de que você não estará sozinha, independente do que acontecer.

Afinidade entre irmãos é comum. Afinal, o cotidiano, as relações diárias acabam gerando essa compatibilidade de gostos e respeito mútuo.
E veja só, que beleza de contradição. Nós, mesmo sem convivermos diariamente nos descobrimos uma na outra. Apesar da distância, apesar da diferença de idade, apesar de todos os pesares, nós somos assim, cara de uma e focinho da outra.

E não nos bastou sermos filhas do mesmo pai e da mesma mãe. Não nos bastou sermos parecidíssimas. Não era o suficiente. Fomos além! Somos irmãs de cabeça, filhas de Iemanjá com Ogum, unidas por um elo muito maior, que nem nós conseguimos imaginar o que isso signifique.

E então, aos poucos, as coisas começam a fazer um sentido especial. Eu sei que você está comigo, e não é apenas dessa vida. Nos cruzamos sabe Deus há quantas encarnações. E como é bom saber que tenho comigo você sempre ao meu lado.

Afinidade é ver no seu semelhante um referencial, e mais do que tudo, um porto seguro. Hoje é dia de agradecer por Deus ter colocado no meu caminho a minha irmãzinha mais nova, que me enche de orgulho e alegria, todos os dias.

Eu te amo, minha pequenininha.