segunda-feira, 17 de março de 2014

Aquele medo do novo, de novo.

Conviver com a solidão é algo difícil. Mas com o tempo você acostuma. Você sempre pensa como seria bom ter alguém por perto, mas você não tem nem perspectiva de ter alguém, então, você deixa pra lá. Foca em outras coisas, deixa de pensar a respeito. Apenas segue a vida.

O passar do tempo te ensina a ver graça em si mesma, a apreciar sua própria companhia. Mas isso te torna mais crítica. Não é qualquer pessoa que te agrada. Uma dicotomia nos sentidos.

Algo tipo "não preciso dele, eu me basto, sou boa o suficiente". 

O que é uma mentira, óbvio. Nós nunca estamos completos, sozinhos. Não vou dizer que seja impossível viver sozinha ou que não há possibilidade de ser feliz sem ter alguém ao lado. Não. Mas intimamente você sempre pensa em ter alguém ao seu lado. 

No meu caso, isso obviamente acontece. 
Porém, sou uma maluca cagona. Morro de medo de me envolver. Morro de medo de quebrar a cara, de chorar tudo que já chorei por aquele ex babaca. Não sei se eu to preparada pra me deixar gostar de alguém de novo. 

Não devemos colocar a culpa no outro com base no que sofremos anteriormente, eu sei. 
Por isso que hoje tento dar um passo de cada vez. Mesmo com todo o receio do mundo. Permitir que o outro goste de mim, que me cative, e faça tudo diferente. 

Afinal, a vida é feita de amor. 

Eu só espero de todo coração que dessa vez seja sincero. Pode até não ser pra sempre. Mas que seja honesto. 
Porque eu to me envolvendo. E to gostando dessa sensação. Não quero ter que chorar algo que não deu certo por imaturidade. Que ele possa me compreender como um todo, quero só um relacionamento honesto. 

Boa sorte, de novo. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Onde vivem os monstros



http://m.youtube.com/watch?v=3OTDR63kqkQ

E você, como tem cuidado da sua ilha?

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

Você cuida pra levar a vida sem desafetos nem desamores. Se esmera pra que tudo dê certo, ser uma pessoa correta e feliz. Que busca o bem pros outros, procura sempre ser agradável e fazer o máximo de coisas que possibilitem uma melhor sociedade.
Ao longo da vida, você toma tapas na cara, rasteiras e por várias vezes perde o chão. Fica desnorteada quando perde o referencial. Quando se vê longe da família, mesmo que com idade tenra, tem que aprender a se virar por conta. Aprender que pedras no caminho sempre tem. Tomar atitudes de gente grande, quando tudo o que se quer fazer é chorar feito criança. Mas você não pode, você não tem mais pra quem chorar. 
Você é pequena, e te culpam por coisas que você nem mesmo entende. Mas não tem sangue de barata. Você grita, xinga, enfrenta. Pois foi assim que você cresceu vendo, e foi assim que você aprendeu a se defender. Aquela raiva aparente, segurança no mundo, pra não demonstrar fraqueza e solidão. 
Então, pela graça de força maior, alguém te estende a mão. Te da carinho. Te mostra que não, você não é maluca, e não tem culpa do que sempre achou que teve. É a hora de você juntar os caquinhos do que sobrou e se reerguer. Aprendendo a fazer isso, no auge dos seus 16 anos. Uma menina tentando tomar decisões de gente grande. 
As feridas se fecharam, mas as cicatrizes sempre estiveram ali, pra mostrarem como foi difícil um dia. A vida passa, e você sente falta daqueles que um dia chamou de seus. Afinal, você aprendeu que eles são a família. E goste ou não, você os ama, e muito. 
Mas agora você é moça feita, que levou lambada, e se criou da maneira mais correta que pode. Você busca se equilibrar. Mas a balança sempre esteve desequilibrada. E cada vez que você pende pra um lado, o outro fica a mercê. 
É uma linha tênue, pois ainda insistem em jogar a culpa em ti. Ainda a ferem com palavras e gestos que você continua sem entender. 
Mas tudo isso é injusto, pois eles nunca tentaram -ou se preocuparam- em te entender. Foi sempre um mundo egoísta, que só pensa em sua individualidade. Que só pensa em sua própria dor. Mesmo eles sendo pais, mesmo eles tendo que darem exemplos e ensinamentos, eles só conseguem te culpar por coisas que você não consegue explicar. 
Te chamam de vendida, viram as costas, são cruéis. Não pensam que você é frágil, tem anseios e medos. Que você nunca teve a referência necessária pra conseguir se orientar. Eles não vêem a culpa que tem. É mais fácil e cômodo te repudiarem. Na primeira oportunidade te ofendem gratuitamente. 
E você, babaca, sofre. Sofre por não entender a falta de amor, ou seria amor demais? Sofre porque em toda a sua vida sempre sentiu essa angústia, esse vazio. 
Você sempre tentou fazer tudo certo, mas deu tudo errado. 
Crê na sua intuição, e vai por conta. Porque não sabe o que fazer pra reverter aquilo. Afinal, a situação só mudaria se todos fizessem a sua parte. 
Enquanto o tempo passa, você vai tentando acertar. Na esperança de que uma hora você se equilibre. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Afrouxou


Tendo cáries, não sofreríamos.



Tem dor de amor que chega estragando tudo, como se fosse possível o doce virar azedo. 

Certa vez, me lembro bem, quando na infância fui ávida para comer um pedaço de chocolate embrulhado num lindo papel azul, guardado em um cantinho especial da geladeira. Fui sorrateira, sem que minha avó visse, e comi tudo, numa bocada só. 
Mas era fermento de pão. Tinha um gosto que amarrava a boca, e eu espumei muito. Feito cachorro com raiva. 
 
Dor de amor é igual. 
Você pensa que não vai sobreviver a incrível maledicência. Que vai pra sempre espumar, e o gosto que amarra a boca nunca mais vai sair. Não importa o quanto você escove os dentes, ou cure o coração. 

Depois que a dor passa, você até se sente tentado a experimentar novamente. 
Depois de um tempo, você se pega admirando aquele pacotinho bonito, azul, guardado no cantinho da geladeira. Você sabe que talvez seja fermento de pão. Mas talvez, possa ser um chocolate esquecido. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

As vezes Ter todas as condições materiais não significa de fato ter tudo.
Falta carinho, falta alegria, falta riso frouxo e sem motivo. 
Falta ter companheirismo, falta entendimento, falta vontade de viver. 

Hoje, durante uma festa bem típica de interior, onde tocava aquele "arrocha" , vi várias famílias pulando é dançando juntas. Vi casais de velhinhos rodopiando o salão. Eles não pareciam que amavam aquele ritmo musical, mas todos ali riam e se divertiam, alegres, comemoravam o fato de estarem juntos. De poderem ser cúmplices, de se gostarem verdadeira e genuinamente. Sem ter motivo ou obrigação para estarem juntos e serem felizes de fato. 

E aquilo me doeu. 

Assim como na hora da virada me doeu o coração quando vi uma família. Pai, mãe e filho de uns quatro anos, abraçados, cantando juntos o "adeus ano velho, feliz ano novo...". E eu comecei o ano chorando. 
Chorando, porque percebi que estou dura demais. Carrancuda demais. Sem amor. 
Sem amor de pai, de mãe, de irmãos, de ninguém. 
Chorando, porque eu não posso ajudar uma pessoa se ela não quiser ser ajudada. Porque o fardo que eu to carregando já não to mais aguentando. Sabe, deu. Esgotou. 

Coloco a meta em 2014 de ter mais amor. Custe o que custar. 
Chega de fardos pesados, cada um carrega aquilo que pode. E aquilo que é seu. 
Que esse choro sirva para evitar os próximos. 

Feliz ano novo. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Existem certas atitudes na vida que você se esforça para não hiper valorizar. 
Mas às vezes acaba sendo mais forte que você. 

Você tenta continuar vivendo mesmo sabendo que aquilo não significa nada na sua vida. Mas em um dado momento, você se pega chateado pelos acontecimentos. E é absurdo, porque você já sabia, você entende que aquilo já era esperado que acontecesse. 

Mas incomoda. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

- E amor? Quando foi a última vez que te trataram com amor?
- ...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Crônicas diárias



Entre um cigarro ou outro você percebe que já não tem mais paciência Pr'aquelas baladas de antigamente.
Que seu rosto já não carrega mais aquele frescor da juventude, e tuas pernas já não aguentam tantas horas em pé. 
Você começa a preferir ficar em casa comendo uma pizza, tomando um vinho e rindo com os amigos do que se arrumar e ficar na caça (arriscando sair no zero a zero, o que é pior). 

Você se pega ouvindo rádios que tocam músicas mais calmas, com aquele ar de nostalgia. 
Começa a pensar que já ta na hora de se aquietar e arranjar um homem pra casar e ter filhos.
Preocupa-se com a demora pra se formar, e a falta de um emprego com determinada estabilidade e carteira assinada. 

De fato, a vida passa num piscar de olhos, e como diz uma amiga "só não vai quem já morreu". 
Essas incógnitas viriam à tona mais hora menos hora.
Mas talvez ainda seja cedo pra esses desesperos de vida medíocre. 

Aí você acorda e percebe que ta perdendo tempo demais. 
Bora pra luta

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Você é uma delas. Perfeccionista, sim, e ao extremo. 
Perfeita, não, e eu agradeço. 
Os astrólogos também dizem que você é corajosa, tem senso de responsabilidade e uma ansiedade incontrolável, porém maquiada. 
Dizem que você é forte por fora e se morde por dentro, que você é crítica e não gosta de demonstrações dramáticas de amor ou aquelas promessas sentimentais exageradas – sejam elas quais forem. 
Dizem ainda que você tem a mente pura, mas não é ingênua; tem os gestos calculados, mas não é fria; e até nas brigas mais indelicadas, prefere resolver tudo no tato, no ato, com a delicadeza nata que os astros naquele mês de setembro, de um ano que eu prefiro preservar, fizeram nascer em você. 
É isso que os astrólogos dizem. 
E deve ser por isso que eu também te amo. 
Por você não se cegar facilmente por qualquer amor. 
Por você ser terrivelmente prática e ao mesmo tempo divinamente romântica, mesmo sem conseguir demonstrar sempre o que realmente sente por dentro: e, às vezes, parecer fria: mas eu sei que é delicada e quente. 
Por você conseguir enxergar uma lógica em tudo – até mesmo nas paixões mais confusas. 
Por você saber sofrer calada e ao mesmo tempo não gostar de chorar essas lágrimas por muito tempo. 
Enfim: por você existir. Os astrólogos se calam. Agora quem fala é a poesia. 

[Para você que nasceu em setembro; antônio]

terça-feira, 24 de setembro de 2013


"Quando finalmente for
Da distância entre nós dois
Ser mais que ar, que fé, que pó e calor
O seu cheiro é meu suor
O seu gosto vem me despertar, me cobre de cor
Meu contorno sei de cor
O seu choro vem me confortar, lavar essa dor"

Móveis Coloniais de Acaju - Sede de Chuva

As eminências do talvez.


Se existe crise após os 20 anos, eu me encontro nela.
Me vejo com os meus recém completos 23 anos, e já me pego maluca.
Fico desesperada pensando que não vou nunca ser gente grande, de verdade, sabe?
Me acho imatura, infantil, dependente.
É engraçado, porque as pessoas geralmente dizem que não aparento tamanho 'problema'. Mas a minha análise é essa.
Me sinto uma bobona.

Fico perguntando: Quando que vou criar coragem pra romper com isso?
As minhas queridas entidades já me disseram o que eu devo fazer. Mas eu confesso que sinto medo. Ao mesmo tempo que sinto uma insatisfação por estar nesse lenga lenga eterno, sinto medo de crescer.
Não sei explicar ao certo.

É meio óbvio que ninguém quer sair da sua zona de conforto. Afinal, viver na sua bolha é muito mais legal e cômodo.
Mas fico pensando que a vida não é esse quarto bonito que eu tenho. Não só ele, pelo menos.
E tá na hora de criar vergonha na cara.
Sinceramente não sei dizer o que me impede, o que me segura.

Talvez uma terapia me ajudasse com esse dilema.
Às vezes acho que minha vida é pacata demais. Sabe, aquela coisinha inatingível? Tá meio monótono.
Não sei. Perfeitinha demais.
E eu sei que quando isso mudar, eu vou me xingar muito por estar reclamando disso.

Não sei.
Talvez seja realmente a hora de crescer, e eu só esteja adiando isso, como sempre fiz.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As mazelas do coração.

Talvez tenha que ser assim mesmo. 
Cada um pra um lado. Sem essa interferência massiva e essa tentativa falha de 'Sermos Amigos'. Não haverá amizade.
Não há como existir a amizade depois de um relacionamento, se ela não estava presente antes dele começar. 

Existem coisas que têm começo, meio e fim. E ponto. Não adianta querer ficar postergando. Quando é pra acabar tem que ter peito de falar 'Acabou, foi bom, mas acabou.' E acabar com aquilo DE FATO. 
Nunca fui muito boa em dar um fim nas coisas da vida. Especialmente em relacionamentos. Mas isso já é questão de autopreservação. 
Você foi um período bom na minha vida. Como disse o Cigano Ramon "Melhor ter a cama quente por um tempo, do que sempre fria". E foi assim! Você viveu, cresceu, me ensinou, e morreu na minha história. 
Agora cabe a mim conseguir absorver isso, mais rápido do que a outra vez, por favor. 
Sem raiva, sem rancor, sem atribuir culpas a ninguém. Apenas entender que assim que funcionam as coisas. 
Foco, Aninha. Foco. 

"'I miss you', he admitted 
'I'm here', she said
Thats when I miss you most, when you're here. When you aren't here. When you're just a ghost of the past or a dream for another life its easier then."