As pessoas que responderiam a todas essas questões, não estão aqui.
O que fazer?
Como saber lidar com isso?
Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
Amadureci nas experiências.
Cresci nas atitudes.
Me decepcionei nas expectativas.
Me surpreendi nas coisas que achava distante.
Chorei,sorri.
Acima de tudo,APRENDI.
Acho que conquistei carinho,
como também dei muito.
Senti raiva (sim....)
mais nada que o AMOR não me fizesse pensar.
Sou um coração mole (não bobo),
um cofre onde guardo os gestos que ganho.
TODINHOS...
E viva a reciprocidade!
Quebrei alguns conceitos,
e vi que se nos permitirmos,
podemos encontrar o melhor em tudo.
E que quando olhamos pras coisas com valor,
mínima que seja,ela responde.
Valeu cada minuto ao lado de um amigo.
Cada conselho...
Vi que as pessoas,por mais diferentes que sejam,
suprem uma certa necessidade,
algo que nos complete.
Eu vivi muitos dias pra entender
que cada um é único.
E que nós nada mais somos do que pequenas partes
dependentes um dos outros.
É bom ser diferente.
Melhor ainda é saber ser gente....
Consciente.
Digna.
"Pru que tu chora?
Pru que, hein?
Pru que teu peito saluca
e o coracao se debruca
nos abismos do sofre?
Tu pode me arresponde?
Pru que tu arma suzinha
e pela estrada caminha
sem alegria mais te?
Pru que teu zoio num ve
e o coracao nao escuita
no sacrificio da luta
esse convite a vive?
Eu te pregunto, pru que?
Pru que teus pes ja sangrando
continua caminhando
pela estrada do sofre?
Pru que tua boca soh fala das coisas triste da vida
que muitas vezes esquecida dentro do peito se cala
quando o amor, prefume exala?
Pru que tu mata a semente dessa alegria inocente
que no teu sono se embala?
Pru que que o teu coracao eh como um bau trancado
e dentro dele guardado
soh desespero e aflicao?
Pru que nao faz meu irmao
uma limpeza la dentro
varrendo com pensamento
os espinho da mardicao?
Pru que tu veve agarrado
nas asas desse caixao
que carrega a assombracao
desse defunto chamado passado? Hein?
Se tua ja veve cansado
enterra todo o tormento
na cova do esquecimento
pra nunca mais ser lembrado.
Depois disso, vem mais eu.
Vem ouvi pelas estrada
o canto da passarada
que em seu peito emudeceu.
Escuta a voz das cascata.
Chera o prefume das mata
Oia os campo. Tudo eh teu.
Aprende com os passarim que soh tem voz pra canta
Com o sor que nasce cedim e vem teu frio esquenta
oia as estrela,
o luar.
Mas antes de tu quere
isso tudo a recebe
aprende premero
a da."
Pompilio Diniz
"Estava organizando meus papéis murchos, o tinteiro, a pena de ganso, quando o sol explodiu entre as amendoeiras do parque e o barco fluvial dos correios, atrasado uma semana por causa da seca, entrou bramando no canal do porto. Era, enfim a vida real, com meu coração a salvo, e condenado a morrer de bom amor na agonia feliz de qualquer dia depois dos meus cem anos.”
Memória de Minhas Putas Tristes – Gabriel Garcia Márquez
“Às vezes quando eu vou ao centro da cidade
Evito, mas entro no mesmo bar
que você
Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber
Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado
No seu ar cansado que nem mesmo
me vê
Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet”
Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra
mim
Outro sim, outra “trip”, outro tchauOutro caso banal, tão normal, tão chinfrim
Às vezes eu até pego uma estrada
E a cada belo horizonte eu diviso o seu
rostoA face oculta da lua soprando ainda sou sua“