Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Perdendo se encontra
Eu quero amar, amar perdidamente
Amar só por amar. Aqui... Além...
Mais Este e Aquele. O Outro e Toda gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar.
E se um dia hei-de ser pó, cinza, e nada.
Que seja a minha noite uma alvorada
Que eu saiba me perder... para me encontrar...
Florbela Espanca
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Violência gera orgulho
E agora.
O fim do turbilhão se aproxima. Estamos vencendo, pouco a pouco, esse enduro.
E após muita concentração, noites em claro, leituras, debates, dores físicas, desgastes, ele está ficando pronto.
Que sensação louca.
Está tomando forma. A maluquice.
Que orgulho. Que felicidade.
Sentir-se capaz de concluir algo, saber que você pode fazer aquilo.
Quando você já não acreditava mais em si. Superar-se
Uma das coisas mais incríveis que senti.
Um tema que doeu em mim colocar no papel.
Independente da nota que vier.
Para mim, já valeu dez.
Me sinto vitoriosa e orgulhosa de mim. Que sensação incrível.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Só o amor salva!
Encíclica Ladauto Si.
domingo, 23 de outubro de 2016
terça-feira, 18 de outubro de 2016
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Analisar
Chegamos ao ponto essencial.
Naquele que bagunça tudo.
Achava que era por um motivo que estava indo lá. Então descubro que não.
Que difícil.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Endoidecendo
Uma onda de insegurança, ansiedade, nervosismo incontrolável tomou conta de mim. Sinto que não vou dar conta de tudo que tenho para fazer. Um pânico se apodera de mim, e eu travo.
Não consigo ler. Não consigo produzir. Não consigo fazer nada do que devo.
Diante de uma situação assim, é natural que fiquemos introspectivos.
Eu sinceramente não consigo fazer nada além de chorar minhas lástimas e falar do meu próprio umbigo. Não resolve meu problema, eu tenho plena consciência. Mas ajuda a elaborar o sofrimento. Além do mais, existem sintomas físicos que me atrapalham. Fico trêmula, inquieta. Minhas mãos suam, me sinto taquicárdica.
Mas o problema real é minha mente.
Ela não tem limite. Nesses últimos dias chego a ficar zonza, de tanta coisa que penso. Atordoada por uma mente inquieta, que na maior parte das vezes só faz criar minhocas e caraminholas.
Estou absorta nessa realidade dura, que me faz ficar enlouquecida com as paranoias que eu mesma crio.
E assim vivo no looping eterno.
Essa sobrevivência tem sido sofrida. Espero dar conta e chegar até o fim do ano com o mínimo de sanidade.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
ela em mim
sábado, 17 de setembro de 2016
A vida é curta mas os sonhos não.
Fiz 26.
Uma coisa meio estranha essa, envelhecer.
O tempo passa, mas pra mim, pro meu corpo, pra minha mente, ele não passa.
Me sinto exatamente a mesma de anos atrás.
Então reflito um pouco e percebo que, ufa, ainda bem que não sou a mesma.
Mas ainda reluto com esse tempo. Brigo com ele cotidianamente.
Minhas ideias mudam, minha personalidade, vontades. E agradeço imensamente por essas mudanças.
Porém, ainda me vejo como uma guria novinha, cheia de sonhos, com pouca maturidade. Não consigo me imaginar tendo que viver por conta própria.
Chego a me sentir incapaz.
É uma sensação muito louca.
Nesse último dia 13 recebi mensagens de muitos amigos dizendo que me admiram, admiram minha força, minha coragem, minha postura perante o mundo.
Confesso que meu ego ficou muito inflado. Eu gosto que os outros me vejam assim. É verdade.
Mas ao mesmo tempo, me confortou saber que estou indo pelo caminho certo, que vale a pena seguir do jeito que estou seguindo.
Me orgulho do que estou me tornando, mesmo tendo tantas inseguranças.
Acho que envelhecer, no fim das contas, é isso:
Não saber de nada.
Viver conforme se acredita, naquilo que você pretende construir para o mundo, mas sempre naquela linha tênue, sem saber se está seguindo pelo caminho correto.
Quando temos certeza convicta de algo, nos fechamos para outras possibilidades. Não vale a pena ter certezas imutáveis.
Que venham tantos outros 26, com essa alma juvenil, com essa preocupação com o mundo, com essa força para mudar, com essa empatia, com essa ranzinzice, com esse amor para dar, com esse senso crítico, com esse sorriso frouxo, com esse cabelo emaranhado.
E sem certezas absolutas.


