quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Entra pra ver...

Mas se você quiser
Alguém pra Amar
Ainda



Mas se você quiser 
Alguém pra Anular
Ainda



Te indico alguém... 

- Açúcar Ou Adoçante - 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

23.10.2012


A limitação da espiritualidade é a coisa mais triste que existe...

Sempre desacreditei que existissem pessoas assim. Assim, tão limitadas. Não digo limitação intelectual ou física, porque essas independem da força de vontade do sujeito em questão.
Me refiro àquela pessoa pequena de alma.

Saber trabalhar com as diferenças é algo extraordinário. Nem todos conseguem se sair tão bem, é verdade. Mas a boa maioria –pelo menos finge – sabe lidar com opiniões diferentes das suas. Mais do que isso, essa é uma premissa básica, é respeito.

Sou Umbandista, mas tenho amigos evangélicos, católicos e ateus. Todos convivem na mesma roda, saem juntos, e até mesmo chegam a discutir sobre religião. Mas o respeito sempre prevalece. Não há conflito, não há quem ganhe ou perca. O que acontece é uma soma, os valores se agregam, sempre há um aprendizado. Mesmo que não exista um consenso. Afinal, unanimidades são burras.

Mas hoje me deparei com um comentário lastimável na minha timeline. Mesmo o Brasil sendo um País Laico, me espantei com um jovem (classe média, boa ‘educação’) proferindo os maiores absurdos contra religiões que ele claramente não tem conhecimento algum! Tratando por ‘macumbeiros’ quem apenas está expressando seu credo.

Diante do exposto, só tenho a lamentar. Não sou eu quem irá sofrer a consequência de ser tão cabeça pequena. Mas confesso que me envergonhei por você. É esse preconceito exacerbado que transforma o mundo nessa podridão. Mas nas minhas atualizações, o senhor não aparece mais.

- Texto publicado no facebook, originalmente.
Mas o recado está aí pra todos.   

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Assim Seja!



"Gostaria de te desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes.
E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da tua felicidade..."

- Carlos Drummond de Andrade. 

Muito!

"Então se todos os corações estão batendo
Todos podem ganhar amor!"

.Mallu Magalhães. 


e agora josé?

Ando ausente.
Ausente de tudo, ausente de mim.
Ausente em mim.

Esse dilema não é novidade. Sentir um vazio no peito é corriqueiro.
Confesso que já acostumei com a sensação. E juro, até consigo viver numa boa com a presença dela...

Mas, apesar de tudo, é chato não ter alguém pra chamar de seu.
Parece absurdo isso, ficar reclamando de barriga cheia, uma vez que tenho uma vida muitíssimo boa, sem problemas realmente grandes (a não ser a conta do meu cartão de crédito).

Porém, essa falta é real e presente. Não posso fingir não notá-la.
O problema é que falta carinho. Falta pele. Falta um pé pra esquentar o meu. E eu já não to conseguindo suprir isso.

Sei bem que é o pior erro de todos o que estou cometendo: Me deixando gostar por pura carência.
Quero voltar a ser aquela velha e boa mulher macha que sempre fui...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Jamais!


Das Leben geht...

A vida está bonita. 

Com seus problemas corriqueiros, então, ela está bonita. 
Acho que eles dão um charme. Viver sem problemas deve ser monótono, mesmo tendo que enfrentar um leão por dia, ainda assim, prefiro a minha vida à muitas por aí...

Vivendo a minha eterna e adorável inconstância, vou me adaptando a tudo que me cerca. 
Um passo de cada vez. Tentando acertar mais do que errar, mesmo não sendo tão fácil quanto o prometido. 
Treinando o exercício de sorrir, principalmente sorrir para mim. 
Ver o lado realmente bom das coisas, sem cair no ostracismo. 

Realidade. Encará-la, de peito aberto, coração pulsante.
Não querer me omitir, não tentar (por mais que queiram muito) ser o que eu não sou. 'Isso de querer ser aquilo exatamente que a gente é ainda vai nos levar além'.
Leminski sempre soube de tudo... E vai mesmo! Viver de acordo com o que acredito, com a consciência tranquila. É isso que eu procuro. 


E assim, a vida continua sendo bonita...
Sentido aquelas saudades cotidianas, tendo as crises diárias e surtos psicóticos tão bem conhecidos.
Morrendo por amores breves e sorrindo, sempre sorrindo!



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cadê meu Jardim?

Sabe. Eu sei direitinho as coisas que acontecem ao meu redor. Posso se lesada e burrinha em alguns assuntos. Mas eu sei me ligar de longe em piá problema. E eu sempre soube que você era um deles. 

E mesmo sabendo que eu não poderia me deixar levar, eu tava carente. Eu tava querendo me envolver. Eu sabia que não ia dar certo, mas não tinha problema, arcaria com as consequências. 

Mas não vá pensando que eu morri de amores por você. De jeito nenhum! Eu apenas queria ter alguém em quem pensar... Aquele para quem eu queria ligar e falar uma besteirinha, ou então, uma pica fixa, obviamente. Mas jamais abriria mão da minha liberdade, de mim. 

O que me impressionou foi a sua entrega, você se fez doce, me fez acreditar que valeria a pena entrar nesse jogo de querer. Ainda que não fosse uma singularidade.

E eu gostei dessa breve situação que nos colocamos. Ficou confortável, e o mais importante: Eu sempre fui sincera contigo. Transparente, límpida. Te falei tudo o que queria e julgava correto, não escondia minhas necessidades e afeições. Uma realização da pica fixa com o plus da boa conversa. 

Mas você não era tudo o que representava. E se tem algo que eu nunca suportei é a fraqueza. A falta de coragem para expor suas razões e opiniões. Ser justo não só com os outros, mas consigo. 

Como pode não ter coragem de falar o que sente? Eu não sei ser assim, jamais vivo de aparências. Não consigo viver pela metade! A intensidade me absorve, me transborda! E sabe porque não deu? Não foi pela sua fraqueza. Eu poderia ignorar a existência dela. Mas não deu porque eu sou forte demais. Eu não preciso dessa orientação, desse rumo. (In)Felizmente eu sei bem o que quero pra minha vida, o que farei com ela e como sobreviverei.

Nunca me apoiarei em alguém para seguir meu caminho. Eu sempre acreditei que as pessoas somavam umas às outras, não as incorporavam. E é por isso que eu tomei a liberdade de me desligar de você. Porque eu sei continuar, afinal, eu não paro a minha vida quando alguém entra nela. E também não paro quando alguém a deixa.

Como diria Marisa "Te quero livre também...". Mesmo você tendo escolhido outro caminho, que não o meu. Confesso que ainda não consigo cruzar contigo pela frente e afirmar que tudo está bem. Mas te desejo coisas boas.

Pra sua vida, espero sucesso. Para a minha, plenitude. Quem sabe pelo caminho um dia nos reencontremos, em outra situação, em outros ares. Caso isso não ocorra, que a vida seja leve e sem ressentimentos. 

Que venham todos os fins, porque eu sei recomeçar!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Linha tênue






Amém!





"Agora é assim, primeiro eu. Quem não gosta das regras não joga. Tô feliz, acredita? Olha só a ironia, fui buscar o amor e já tinha. Fui tentar ser feliz e já era. Fui tentar me encontrar e me perdi. E, que loucura, precisei me perder pra me valorizar. Coração vazio e sorriso cheio, que assim seja."

- Tati Bernardi. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Bidê ou Balde



Eu gostava de um menino. Gostava bastante!
E gostava de gostar dele. Achava tudo nele incrível, seus desenhos, seu jeito burro, suas piadas sem graça. É claro que era a paixão. Mas ele era tão bom, tão acessível, tão tudo!

Eu, com esse meu jeito grosso e ácido, sempre hesitando me entregar, me vi embasbacada por um menino que eu jamais imaginaria gostar. Mas o que as pessoas não entendem é que grosseria também é carinho. Minha maneira de demonstrar afeto era sendo insuportável. Reconheço que não era uma boa tática, mas nem por isso era menos válida.

Mas com o tempo, aquele sentimento todo que eu nutria, foi passando. Diante dos acontecimentos, algumas coisas não ficaram tão claras quanto eu gostaria. E o que eu realmente gostaria era ter deixado de gostar dele. Ter entendido que aquilo tudo não era o que eu realmente queria. Mas querer nem sempre é sinônimo de realizar, e eu não consegui deixar de gostar.

E foi assim durante muito tempo. E conforme esse tempo passava, eu começava a idealizar um personagem que eu construía em cima daquela figura que eu, um dia, tinha conhecido. Sim, eu praticamente desandei na bananinha.

Mas nem tudo é chororô. Certo dia, topei um encontro com o digníssimo, e descobri que ele já não mais era aquele lindo e amado, besta e bocó que eu havia me apaixonado. Vangloriando-se de bebedeiras e brigas em portas de bares, desconheci aquele que julgava um dia ter conhecido tão bem. E a partir dali, todo aquele congá que eu havia construído, foi esmorecendo.

Com esse choque de realidade, temi – e até achei por bem -  acabar com aquela ideia utópica que eu havia criado dele... Mais do que acabar com essa ideia, eu queria mesmo era acabar com esse sentimento escroto que teimava em permanecer aqui dentro, vivo. Mesmo cansada de saber que ele não valia a pena, eu não conseguia deixar de querer.

Foi então que um belo dia, eu caí na real. Eu nunca deixarei de gostar dele. Falo dele, especificamente porque me marcou, mas isso vale para todos que um dia passaram por mim. Não há como ignorar esse sentimento existente. Então, descobri com bidê ou balde que será sempre amor. Mesmo que acabe, mesmo que mude, mesmo que alguém esqueça o que passou. O amor vai estar aqui. O que preciso fazê-lo é deixá-lo de lado, e dar espaço para que um novo possa vir me encantar novamente. Mas apagá-lo, já entendi que não conseguirei...