Aprendendo a lidar com sentimentos variados.
Mas principalmente, aprendendo a lidar comigo mesma...
Com o decorrer do tempo eu descobri que não sei ficar sozinha. Cobro muito dos outros, com ciúmes, com possessividade. Eu realmente fico chateada caso alguém não queira me ver, ou então sair comigo.
Uma necessidade absurda que eu tenho de que esse alguém me queira por perto.
Invejo aquelas pessoas que conseguem fazer várias coisas sozinhas. Sabe, autossuficiência? Vão a qualquer lugar assim, sem depender de companhia, porque se sentem bem acompanhadas sozinhas.
Eu queria muito ser assim.
Jamais conseguiria passar uma tarde inteira sob minha companhia. Que tristeza.
Quando passo, é dentro do meu quarto.
Nem mesmo leituras consigo mais me curtir.
Em que momento eu fiquei tão dependente dos outros assim?
Na minha resolução do começo do ano existirá: Ser mais independente dos outros, e mais dependente de mim mesma.
Só um desabafinho mesmo.
Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
sexta-feira, 12 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
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"As coisas só começam a fluir quando a gente permite que isso aconteça. Eu to confiando em mim de novo, me permitindo, porque sei que posso muito, mereço muito! E como é bom eu finalmente ter me dado essa segunda chance, depois de ter dado tantas pra quem nem valia a pena."
- Tati Bernardi
- Tati Bernardi
Se não pode se vestir com os nossos sonhos, não fale em nosso nome.
"Que tempos são esses que temos que defender o óbvio?"
Há tempo de somar
e hora de dividir.
Há tempo de esperar
E tempo de decidir.
Tempos de resistir
Tempos de explodir.
Tempos de criar asas, romper cascas
Porque é tempo de partir.
Partir partidos,
Parir futuros,
Partilhar amanheceres
Há tanto tempo esquecidos.
Lá no passado tínhamos um futuro
Lá no futuro temos um presente
Pronto para nascer
Só esperando você se decidir
Porque são tempos de decidir,
Dissidiar, dissuadir,
Tempos de dizer:
Não mais em nosso nome!
Se não pode se vestir com os nossos sonhos
Não fale em nosso nome.
Não mais construir casas para que os ricos morem.
Não mais fazer o pão que o explorador come.
Não mais em nosso nome!
Não mais nosso suor, teu descanso.
Não mais o nosso sangue, tua vida.
Não mais nossa miséria, tua riqueza.
Tempos de dizer
Que não são tempos de Calar
Diante da mentira e da injustiça
É tempo de lutar
É tempo de festa, de cantar
As velhas canções e as que ainda vamos inventar
Tempos de criar, tempos de escolher
Tempos de plantar os tempos que iremos colher.
É tempo de darmos nome aos bois,
De levantar a cabeça
Acima da boiada,
Porque é tempo de tudo ou nada
É tempo de rebeldia
São tempos de rebelião
É tempo de dissidência
Já é tempo de os corações pularem fora do peito
Em passeata, em multidão.
Porque é tempo de dissidência
É tempo de revolução.
Há tempo de somar
e hora de dividir.
Há tempo de esperar
E tempo de decidir.
Tempos de resistir
Tempos de explodir.
Tempos de criar asas, romper cascas
Porque é tempo de partir.
Partir partidos,
Parir futuros,
Partilhar amanheceres
Há tanto tempo esquecidos.
Lá no passado tínhamos um futuro
Lá no futuro temos um presente
Pronto para nascer
Só esperando você se decidir
Porque são tempos de decidir,
Dissidiar, dissuadir,
Tempos de dizer:
Não mais em nosso nome!
Se não pode se vestir com os nossos sonhos
Não fale em nosso nome.
Não mais construir casas para que os ricos morem.
Não mais fazer o pão que o explorador come.
Não mais em nosso nome!
Não mais nosso suor, teu descanso.
Não mais o nosso sangue, tua vida.
Não mais nossa miséria, tua riqueza.
Tempos de dizer
Que não são tempos de Calar
Diante da mentira e da injustiça
É tempo de lutar
É tempo de festa, de cantar
As velhas canções e as que ainda vamos inventar
Tempos de criar, tempos de escolher
Tempos de plantar os tempos que iremos colher.
É tempo de darmos nome aos bois,
De levantar a cabeça
Acima da boiada,
Porque é tempo de tudo ou nada
É tempo de rebeldia
São tempos de rebelião
É tempo de dissidência
Já é tempo de os corações pularem fora do peito
Em passeata, em multidão.
Porque é tempo de dissidência
É tempo de revolução.
Ponderações.
Fazia tanto tempo que eu não sentia essas borboletas no estômago.
Que eu não sentia esse medo de me perder nesse sentimento.
Que eu não ficava desesperada por não ter o controle da situação, e não domar o que eu sinto...
Confesso que é bastante desesperador, pra mim, assumir que eu to gostando de alguém.
Principalmente pelo fato que eu nunca tenho certeza de nada. Eu não posso afirmar: Sim, estou amando. Mas está sendo bom, sabe como?
Aquela insegurança batendo, o sorriso automático ao falar da pessoa. Aliás, parar de falar e pensar na pessoa é um grande desafio quando se está no começo de qualquer coisa.
Sim, eu falou 'qualquer coisa' porque não sei se posso denominar isso de relacionamento... Eu não sei o que temos, SE temos alguma coisa.
E eu gosto justamente daquele que me deixa assim, nessa agonia.
Eu não opto por aquele que me quer, me bajula, me adora. Eu escolho aquele que me trata super bem, mas não me deixa numa zona de conforto.
Gosto de ser instigada, de ficar na incerteza.
É estranho, praticamente gosto de sofrer.
Mas está sendo bom. Não quero apressar as coisas, quero tentar relaxar e deixar me levar.
Já passou da hora de gostar, e me deixar ser gostada.
Sem medos, sem neuras, sem bobagens.
Se quebrar a cara ou o coração, a gente junta os caquinhos, cola, e depois vai à luta de novo. Porque assim que tem que ser.
Ninguém merece ser sozinho.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Sutil
Aquela linha tênue que separa uma grande amizade dum grande sentimento de posse.
Ela é fina e imperceptível como um fio de nylon, que ao tentar ser rompido fere os dedos de quem o forçou.
Reflexivo.
Ela é fina e imperceptível como um fio de nylon, que ao tentar ser rompido fere os dedos de quem o forçou.
Reflexivo.
domingo, 9 de junho de 2013
Só pra você saber...
As mudanças são malucas.
Sabe, uma intensidade estranha. De repente, você muda a opinião e tudo fica assim, tão diferente.
E elas vão chegando uma por cima da outra, com você sentindo tudo ao mesmo tempo, e não conseguindo entender o que está sentindo.
Você se vê no meio dum turbilhão de vida, de ânsia de viver.
Você se vê no meio dum turbilhão de vida, de ânsia de viver.
E ao mesmo tempo, bate aquele desespero, porque você não consegue por ordem em nada. Tudo fica fora do lugar, você não consegue decifrar aquele nó no peito.
Eu sei que depois da tempestade vem a calmaria.
Estou esperando pacientemente ela chegar...
Estou esperando pacientemente ela chegar...
sexta-feira, 7 de junho de 2013
No Pranto
Não tentes consolar o desgraçado
Que choras amargamente a sorte má
Se o tirares por fim do seu estado
Que outra consolação o restará...
- Mário Quintana -
Que choras amargamente a sorte má
Se o tirares por fim do seu estado
Que outra consolação o restará...
- Mário Quintana -
segunda-feira, 3 de junho de 2013
L'amour ça ne va pas
"L'amour j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
J'préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants
Mais l'amour, pas vraiment!"
sábado, 1 de junho de 2013
Cotidiano boboca.
Tendo um dedo de prosa com a minha mãe:
- Ana Caroline, você precisa de um namorado!
- Como se eu não soubesse, mãe. Mas eu quero alguém pra poder discutir filmes Argentinos, que goste de música francesa, que seja romântico e aprecie bons vinhos! Não quero qualquer um...
- Esse é um amigo gay, Ana. Homem é aquilo ali (e aponta para o meu padrasto metaleiro, barbudo, gordinho e cabeludo que no momento estava tomando uma cerveja e cuidando da churrasqueira).
Sabe, eu desisto, viu Deus!
- Ana Caroline, você precisa de um namorado!
- Como se eu não soubesse, mãe. Mas eu quero alguém pra poder discutir filmes Argentinos, que goste de música francesa, que seja romântico e aprecie bons vinhos! Não quero qualquer um...
- Esse é um amigo gay, Ana. Homem é aquilo ali (e aponta para o meu padrasto metaleiro, barbudo, gordinho e cabeludo que no momento estava tomando uma cerveja e cuidando da churrasqueira).
Sabe, eu desisto, viu Deus!
Mais uma de tantas paixões.
Era carnaval, ficamos naquela euforia maluca. Nada além de cachaça na cabeça.
Você sentou na minha canga enquanto rolava uma tentativa de luau, e eu ria das piadas sem graça que você fazia, e da tua facilidade em perder os chinelos.
Depois de algumas notas mal tocadas no violão, e aquela visão embaçada de porre, eis que amanhece o dia seguinte com um toque diferente na minha bolsa. Me deparo então com um celular que não é meu.
Mas já é dia, e eu já estou no ônibus rumo a Curitiba.
Combino com a tua mãe de te devolver o aparelho na semana seguinte, porque pra minha sorte, você mora lá.
Na data combinada, lá vou eu te devolver.
Situação inusitada essa nossa. Um começo digno de filme, eu diria.
E com isso, voltamos a ficar. Não é que o amor de verão subiu a serra?!
Àquelas terças feiras estendidas, aproveitadas no cinema. Foram dois meses, deliciosos.
Sem cobranças, sem perturbações. Amigos com benefícios, era o que éramos. E era tão bom!
A separação veio da mesma maneira que veio a junção. A Federal entrou em greve, e você voltou pra casa. Nosso pequeno relacionamento não aguentou quatro meses de ausência. Acabamo-nos. Assim, sem mais nem meio mais.
Ao te reencontrar naquele ponto de ônibus foi como se eu fosse teletransportada para aquele momento onde paramos. O teu sorriso bobo enquanto se abaixava na janela e pedia licença pra entrar no carro, seguido daquele teu cabelo despenteado e um comentário tosco para descontrair.
Então me lembro: como tua companhia era boa! Que pena que não demos certo juntos.
Me deu uma saudade danada daqueles tempos antigos.
Costumo achar que tudo tem um porque de acontecer e deixar de acontecer. E acho que no fundo, motivo deve haver por você ter ressurgido assim na minha vida novamente.
Espero poder tropeçar contigo mais vezes por esses dias. E, porque não, como antigamente?
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