terça-feira, 29 de outubro de 2013

- E amor? Quando foi a última vez que te trataram com amor?
- ...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Crônicas diárias



Entre um cigarro ou outro você percebe que já não tem mais paciência Pr'aquelas baladas de antigamente.
Que seu rosto já não carrega mais aquele frescor da juventude, e tuas pernas já não aguentam tantas horas em pé. 
Você começa a preferir ficar em casa comendo uma pizza, tomando um vinho e rindo com os amigos do que se arrumar e ficar na caça (arriscando sair no zero a zero, o que é pior). 

Você se pega ouvindo rádios que tocam músicas mais calmas, com aquele ar de nostalgia. 
Começa a pensar que já ta na hora de se aquietar e arranjar um homem pra casar e ter filhos.
Preocupa-se com a demora pra se formar, e a falta de um emprego com determinada estabilidade e carteira assinada. 

De fato, a vida passa num piscar de olhos, e como diz uma amiga "só não vai quem já morreu". 
Essas incógnitas viriam à tona mais hora menos hora.
Mas talvez ainda seja cedo pra esses desesperos de vida medíocre. 

Aí você acorda e percebe que ta perdendo tempo demais. 
Bora pra luta

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Você é uma delas. Perfeccionista, sim, e ao extremo. 
Perfeita, não, e eu agradeço. 
Os astrólogos também dizem que você é corajosa, tem senso de responsabilidade e uma ansiedade incontrolável, porém maquiada. 
Dizem que você é forte por fora e se morde por dentro, que você é crítica e não gosta de demonstrações dramáticas de amor ou aquelas promessas sentimentais exageradas – sejam elas quais forem. 
Dizem ainda que você tem a mente pura, mas não é ingênua; tem os gestos calculados, mas não é fria; e até nas brigas mais indelicadas, prefere resolver tudo no tato, no ato, com a delicadeza nata que os astros naquele mês de setembro, de um ano que eu prefiro preservar, fizeram nascer em você. 
É isso que os astrólogos dizem. 
E deve ser por isso que eu também te amo. 
Por você não se cegar facilmente por qualquer amor. 
Por você ser terrivelmente prática e ao mesmo tempo divinamente romântica, mesmo sem conseguir demonstrar sempre o que realmente sente por dentro: e, às vezes, parecer fria: mas eu sei que é delicada e quente. 
Por você conseguir enxergar uma lógica em tudo – até mesmo nas paixões mais confusas. 
Por você saber sofrer calada e ao mesmo tempo não gostar de chorar essas lágrimas por muito tempo. 
Enfim: por você existir. Os astrólogos se calam. Agora quem fala é a poesia. 

[Para você que nasceu em setembro; antônio]

terça-feira, 24 de setembro de 2013


"Quando finalmente for
Da distância entre nós dois
Ser mais que ar, que fé, que pó e calor
O seu cheiro é meu suor
O seu gosto vem me despertar, me cobre de cor
Meu contorno sei de cor
O seu choro vem me confortar, lavar essa dor"

Móveis Coloniais de Acaju - Sede de Chuva

As eminências do talvez.


Se existe crise após os 20 anos, eu me encontro nela.
Me vejo com os meus recém completos 23 anos, e já me pego maluca.
Fico desesperada pensando que não vou nunca ser gente grande, de verdade, sabe?
Me acho imatura, infantil, dependente.
É engraçado, porque as pessoas geralmente dizem que não aparento tamanho 'problema'. Mas a minha análise é essa.
Me sinto uma bobona.

Fico perguntando: Quando que vou criar coragem pra romper com isso?
As minhas queridas entidades já me disseram o que eu devo fazer. Mas eu confesso que sinto medo. Ao mesmo tempo que sinto uma insatisfação por estar nesse lenga lenga eterno, sinto medo de crescer.
Não sei explicar ao certo.

É meio óbvio que ninguém quer sair da sua zona de conforto. Afinal, viver na sua bolha é muito mais legal e cômodo.
Mas fico pensando que a vida não é esse quarto bonito que eu tenho. Não só ele, pelo menos.
E tá na hora de criar vergonha na cara.
Sinceramente não sei dizer o que me impede, o que me segura.

Talvez uma terapia me ajudasse com esse dilema.
Às vezes acho que minha vida é pacata demais. Sabe, aquela coisinha inatingível? Tá meio monótono.
Não sei. Perfeitinha demais.
E eu sei que quando isso mudar, eu vou me xingar muito por estar reclamando disso.

Não sei.
Talvez seja realmente a hora de crescer, e eu só esteja adiando isso, como sempre fiz.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

As mazelas do coração.

Talvez tenha que ser assim mesmo. 
Cada um pra um lado. Sem essa interferência massiva e essa tentativa falha de 'Sermos Amigos'. Não haverá amizade.
Não há como existir a amizade depois de um relacionamento, se ela não estava presente antes dele começar. 

Existem coisas que têm começo, meio e fim. E ponto. Não adianta querer ficar postergando. Quando é pra acabar tem que ter peito de falar 'Acabou, foi bom, mas acabou.' E acabar com aquilo DE FATO. 
Nunca fui muito boa em dar um fim nas coisas da vida. Especialmente em relacionamentos. Mas isso já é questão de autopreservação. 
Você foi um período bom na minha vida. Como disse o Cigano Ramon "Melhor ter a cama quente por um tempo, do que sempre fria". E foi assim! Você viveu, cresceu, me ensinou, e morreu na minha história. 
Agora cabe a mim conseguir absorver isso, mais rápido do que a outra vez, por favor. 
Sem raiva, sem rancor, sem atribuir culpas a ninguém. Apenas entender que assim que funcionam as coisas. 
Foco, Aninha. Foco. 

"'I miss you', he admitted 
'I'm here', she said
Thats when I miss you most, when you're here. When you aren't here. When you're just a ghost of the past or a dream for another life its easier then."

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A falta da Umbanda.

Preciso dizer que fiquei chateada com esse novo horário da faculdade. 
Ao mesmo tempo que eu estava ansiosíssima com a novidade de começar as aulas, fiquei triste por abrir mão de algo que me faz tão bem.
Ficar sem ir ao terreiro me deixou com o coração apertadinho. 

Hoje estava lembrando o quanto eu aprendo dia após dia com as entidades, especialmente com as que eu camboneio. 
Lembrei de uma história que uma delas me contou. A respeito de uma cigana. 

Dizem que o segredo dos amores ciganos se dão justamente porque eles não espalham aos ventos a existência dos mesmos. Uma cigana pode ter acabado de beijar seu amor, mas ao virar a esquina, se alguém lhe perguntar a respeito dos amores, ela se lamentará. Dirá que não tem nenhum, que a vida está difícil nesse aspecto. 

Talvez eu tenha muito o que aprender com essa historinha, pois cultivo a péssima mania de falar aos sete ventos os meus êxitos amorosos. E não é difícil que eles não deem certo. 
Como dizem: "Boca fechada não entra mosca". 

Sabedoria Cigana 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013


Amor, Livre?

"No amor livre, as pessoas possuem a liberdade de se relacionar com quem quiser. Defendem o direito de manter relações amorosas livres de controle de regras ou leis sociais."

Assim que dou a introdução pra esse post. 

Funciona assim: Um belo dia você conhece uma pessoa fodasticamente foda. Aquelas que, quando você conhece, você já sabe que vai se apaixonar. Aí ela te diz que pode amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. 
Como isso, meu deus? Libertinagem agora?
É isso mesmo. Amar mais de um. Porque você não pode ser egoísta em querer a pessoa só pra si. Afinal, cada pessoa é única. Cada um tem as suas belezas e encantos. Porque se fixar numa só? 

Pera, pera, pera. Deixa ver se entendi: Você tá me dizendo que pode me amar, integralmente, como nunca ninguém me amou. Mas também pode amar outras pessoas?
E tudo isso, com o consentimento de ambos?

Só consigo pensar que: Não dará certo. Pelo simples fato de que sou uma louca, psicótica, desvairada e ciumenta.
Aí, eu começo a ler na internet a respeito. Começo a me inteirar, pelo menos um pouco, por cima do assunto e... Começo a gostar do que estou vendo! 

Sim, é isso mesmo.
Não se pratica o desapego com tudo na vida? Então, vou começar a praticar o desapego no amor. Me deixar ser amada, e amar, sem pedir, sem querer retorno, sem noiar. 

Já vejo aqueles dizendo "Impossível, você é louca demais".
Talvez vocês tenham razão. Talvez eu de fato seja. 

Mas preciso dizer que admirei muito a condição daquela pessoa realmente feliz, ao me contar sobre a beleza de se deixar envolver assim. Aquela ausência de carga opressora, sem noias nem desesperos. Afinal, o amor vai existir. Para vários, não para um só.
E você vai poder retribuir assim. 

Eu sei, não será fácil. Porque o modelo de amor imposto na nossa sociedade é muito severo. Você é obrigado a encontrar a sua metade da laranja. Se você não vier a encontrar alguém exatamente do jeito que você quer/precisa/sonha, você não vai ser feliz. 
Pois bem, opto então por não encontrar um,  e sim vários. A questão não é ter um relacionamento 'sério'. A questão é ter um relacionamento sincero. 


Pra quem quiser se inteirar mais a respeito do Amor Livre, Relacionamento Aberto, Poliamor e afins, tem um textinho que gostei bastante aqui. ;)
Vamos deixar de sermos tão egoístas e mesquinhos. Vamos amar mais. 

sábado, 27 de julho de 2013

- O relatório diz que o comandante Chang foi morto no ataque
- Está correto
- Você diria que o amava?
- Sim, eu o amo.
- Você quer dizer que ainda o ama?
- Eu quero dizer que sempre amarei. Nossas vidas não são nossas. Do nascimento à morte estamos ligados a outras pessoas, no passado e no presente. E de cada crime e de cada gesto generoso nosso nasce nosso futuro.
- Em sua revelação, você falou das consequências da vida de alguém fazendo-se sentir por toda a eternidade. Isso significa que acredita na vida após a morte? Em paraíso ou inferno?
- Acredito que a morte seja apenas uma porta. Quando ela se fecha, outra abre. Se eu for pensar no paraíso eu pensaria numa porta se abrindo e atrás dela eu o encontraria lá, esperando por mim.

A Viagem.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Script




Devo lhe dizer que a vida é curta
que eu amei você e amei sem culpa.

Devo lhe dizer que a minha cura:
É você meu bem...

Devo, posso, quero sentir essa sensação de ter você na minha história
Roteiro do meu gibi
Revelado no meu álbum, rascunhado no meu peito.

Rabiscado nesse script
Agora já estamos quites já não ha limites, não tem bem nem mal.

Agora já não é o final
E você meu bem vai querer também estrelar o meu filme

Devo lhe dizer que a vida é um curta
eu filmei você e foi sem censura
Devo lhe dizer que a minha cura é você meu bem...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Aquela dependência.

Aprendendo a lidar com sentimentos variados.
Mas principalmente, aprendendo a lidar comigo mesma... 


Com o decorrer do tempo eu descobri que não sei ficar sozinha. Cobro muito dos outros, com ciúmes, com possessividade. Eu realmente fico chateada caso alguém não queira me ver, ou então sair comigo. 
Uma necessidade absurda que eu tenho de que esse alguém me queira por perto. 

Invejo aquelas pessoas que conseguem fazer várias coisas sozinhas. Sabe, autossuficiência? Vão a qualquer lugar assim, sem depender de companhia, porque se sentem bem acompanhadas sozinhas. 

Eu queria muito ser assim. 

Jamais conseguiria passar uma tarde inteira sob minha companhia. Que tristeza.
Quando passo, é dentro do meu quarto. 

Nem mesmo leituras consigo mais me curtir. 
Em que momento eu fiquei tão dependente dos outros assim?

Na minha resolução do começo do ano existirá: Ser mais independente dos outros, e mais dependente de mim mesma.  

Só um desabafinho mesmo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013