Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que a liberdade seja a nossa própria substância. (Simone de Beauvoir)
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Viagem.
E, nessas horas, você se pega com uma saudade dolorida no peito, corre pra olhar na folhinha do calendário quanto tempo faz que ela foi embora.
Ainda falta... Ela faz falta.
Inúmeras foram as vezes que você, na força do hábito, discou o número dela pra ligar e contar alguma novidade do dia, ou então, pensou em mandar uma mensagem para sentarem no Barigui vendo o sol, falando sobre alguma tragédia grega passageira da vida.
Então, a surpresa vem: Você se pega com saudades daqueles defeitos que mais te irritavam nela. Aquele jeito turrão, na tentativa falha de ser ruim. Por mais que tente, ela não consegue ser ruim... Ela tem um coração bom demais pra pensar em ser má.
Dona de uma velhice precoce sem igual, cujo pijama era a melhor companhia nas noites badaladas de sábado. Várias foram as vezes que você se pegou indignada, principalmente porque era contigo que ela deixava de sair pra se fechar naquele mundinho maluco de quarto, livros e computador.
Ela nunca foi muito normal, nada previsível, humor cítrico -pra não dizer ácido-, nada convencional. Aqueles modismos nunca foram a sua praia.
Era aquele tipo de pessoa que sabe sim sobreviver sozinha. Independente. Se tinha vontade, ia e fazia, do jeito que bem entendia e ponto. Não tinha receios, desbravava todos os seus medos e anseios. Segura de si e bem resolvida.
Acho que ela nunca soube ao certo o quanto você a admirava por isso. O quanto você queria aprender a ser mais assim, como ela. Mas em vinte e dois anos de amizade, existem coisas que não precisam ser faladas para que uma possa compreender a outra. A sinergia é involuntária.
Enquanto isso, você permanece aqui, saudosa de tudo, riscando mais um dia na folhinha do calendário esperando-a, novamente, voltar.
Ainda falta... Ela faz falta.
Inúmeras foram as vezes que você, na força do hábito, discou o número dela pra ligar e contar alguma novidade do dia, ou então, pensou em mandar uma mensagem para sentarem no Barigui vendo o sol, falando sobre alguma tragédia grega passageira da vida.
Então, a surpresa vem: Você se pega com saudades daqueles defeitos que mais te irritavam nela. Aquele jeito turrão, na tentativa falha de ser ruim. Por mais que tente, ela não consegue ser ruim... Ela tem um coração bom demais pra pensar em ser má.
Dona de uma velhice precoce sem igual, cujo pijama era a melhor companhia nas noites badaladas de sábado. Várias foram as vezes que você se pegou indignada, principalmente porque era contigo que ela deixava de sair pra se fechar naquele mundinho maluco de quarto, livros e computador.
Ela nunca foi muito normal, nada previsível, humor cítrico -pra não dizer ácido-, nada convencional. Aqueles modismos nunca foram a sua praia.
Era aquele tipo de pessoa que sabe sim sobreviver sozinha. Independente. Se tinha vontade, ia e fazia, do jeito que bem entendia e ponto. Não tinha receios, desbravava todos os seus medos e anseios. Segura de si e bem resolvida.
Acho que ela nunca soube ao certo o quanto você a admirava por isso. O quanto você queria aprender a ser mais assim, como ela. Mas em vinte e dois anos de amizade, existem coisas que não precisam ser faladas para que uma possa compreender a outra. A sinergia é involuntária.
Enquanto isso, você permanece aqui, saudosa de tudo, riscando mais um dia na folhinha do calendário esperando-a, novamente, voltar.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Entra pra ver...
Mas se você quiser
Alguém pra Amar
Ainda
Mas se você quiser
Alguém pra Anular
Ainda
Te indico alguém...
- Açúcar Ou Adoçante -
terça-feira, 23 de outubro de 2012
23.10.2012
A limitação da espiritualidade é a coisa mais triste que
existe...
Sempre desacreditei que existissem pessoas assim. Assim,
tão limitadas. Não digo limitação intelectual ou física, porque essas
independem da força de vontade do sujeito em questão.
Me refiro àquela pessoa pequena de alma.
Saber trabalhar com as diferenças é algo extraordinário. Nem
todos conseguem se sair tão bem, é verdade. Mas a boa maioria –pelo menos finge
– sabe lidar com opiniões diferentes das suas. Mais do que isso, essa é uma
premissa básica, é respeito.
Sou Umbandista, mas tenho amigos evangélicos, católicos e
ateus. Todos convivem na mesma roda, saem juntos, e até mesmo chegam a discutir
sobre religião. Mas o respeito sempre prevalece. Não há conflito, não há quem
ganhe ou perca. O que acontece é uma soma, os valores se agregam, sempre há um
aprendizado. Mesmo que não exista um consenso. Afinal, unanimidades são burras.
Mas hoje me deparei com um comentário lastimável na minha
timeline. Mesmo o Brasil sendo um País Laico, me espantei com um jovem (classe
média, boa ‘educação’) proferindo os maiores absurdos contra religiões que ele
claramente não tem conhecimento algum! Tratando por ‘macumbeiros’ quem apenas
está expressando seu credo.
Diante do exposto, só tenho a lamentar. Não sou eu quem
irá sofrer a consequência de ser tão cabeça pequena. Mas confesso que me
envergonhei por você. É esse preconceito exacerbado que transforma o mundo
nessa podridão. Mas nas minhas atualizações, o senhor não aparece mais.
- Texto publicado no facebook, originalmente.
Mas o recado está aí pra todos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Assim Seja!
"Gostaria de te desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes.
E que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da tua felicidade..."
- Carlos Drummond de Andrade.
e agora josé?
Ando ausente.
Ausente de tudo, ausente de mim.
Ausente em mim.
Esse dilema não é novidade. Sentir um vazio no peito é corriqueiro.
Confesso que já acostumei com a sensação. E juro, até consigo viver numa boa com a presença dela...
Mas, apesar de tudo, é chato não ter alguém pra chamar de seu.
Parece absurdo isso, ficar reclamando de barriga cheia, uma vez que tenho uma vida muitíssimo boa, sem problemas realmente grandes (a não ser a conta do meu cartão de crédito).
Porém, essa falta é real e presente. Não posso fingir não notá-la.
O problema é que falta carinho. Falta pele. Falta um pé pra esquentar o meu. E eu já não to conseguindo suprir isso.
Sei bem que é o pior erro de todos o que estou cometendo: Me deixando gostar por pura carência.
Quero voltar a ser aquela velha e boa mulher macha que sempre fui...
Ausente de tudo, ausente de mim.
Ausente em mim.
Esse dilema não é novidade. Sentir um vazio no peito é corriqueiro.
Confesso que já acostumei com a sensação. E juro, até consigo viver numa boa com a presença dela...
Mas, apesar de tudo, é chato não ter alguém pra chamar de seu.
Parece absurdo isso, ficar reclamando de barriga cheia, uma vez que tenho uma vida muitíssimo boa, sem problemas realmente grandes (a não ser a conta do meu cartão de crédito).
Porém, essa falta é real e presente. Não posso fingir não notá-la.
O problema é que falta carinho. Falta pele. Falta um pé pra esquentar o meu. E eu já não to conseguindo suprir isso.
Sei bem que é o pior erro de todos o que estou cometendo: Me deixando gostar por pura carência.
Quero voltar a ser aquela velha e boa mulher macha que sempre fui...
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Das Leben geht...
A vida está bonita.
Com seus problemas corriqueiros, então, ela está bonita.
Acho que eles dão um charme. Viver sem problemas deve ser monótono, mesmo tendo que enfrentar um leão por dia, ainda assim, prefiro a minha vida à muitas por aí...
Vivendo a minha eterna e adorável inconstância, vou me adaptando a tudo que me cerca.
Um passo de cada vez. Tentando acertar mais do que errar, mesmo não sendo tão fácil quanto o prometido.
Treinando o exercício de sorrir, principalmente sorrir para mim.
Ver o lado realmente bom das coisas, sem cair no ostracismo.
Realidade. Encará-la, de peito aberto, coração pulsante.
Não querer me omitir, não tentar (por mais que queiram muito) ser o que eu não sou. 'Isso de querer ser aquilo exatamente que a gente é ainda vai nos levar além'.
Leminski sempre soube de tudo... E vai mesmo! Viver de acordo com o que acredito, com a consciência tranquila. É isso que eu procuro.
E assim, a vida continua sendo bonita...
Sentido aquelas saudades cotidianas, tendo as crises diárias e surtos psicóticos tão bem conhecidos.
Morrendo por amores breves e sorrindo, sempre sorrindo!
Com seus problemas corriqueiros, então, ela está bonita.
Acho que eles dão um charme. Viver sem problemas deve ser monótono, mesmo tendo que enfrentar um leão por dia, ainda assim, prefiro a minha vida à muitas por aí...
Vivendo a minha eterna e adorável inconstância, vou me adaptando a tudo que me cerca.
Um passo de cada vez. Tentando acertar mais do que errar, mesmo não sendo tão fácil quanto o prometido.
Treinando o exercício de sorrir, principalmente sorrir para mim.
Ver o lado realmente bom das coisas, sem cair no ostracismo.
Realidade. Encará-la, de peito aberto, coração pulsante.
Não querer me omitir, não tentar (por mais que queiram muito) ser o que eu não sou. 'Isso de querer ser aquilo exatamente que a gente é ainda vai nos levar além'.
Leminski sempre soube de tudo... E vai mesmo! Viver de acordo com o que acredito, com a consciência tranquila. É isso que eu procuro.
E assim, a vida continua sendo bonita...
Sentido aquelas saudades cotidianas, tendo as crises diárias e surtos psicóticos tão bem conhecidos.
Morrendo por amores breves e sorrindo, sempre sorrindo!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Cadê meu Jardim?
Sabe. Eu sei direitinho as coisas que acontecem ao meu redor. Posso se lesada e burrinha em alguns assuntos. Mas eu sei me ligar de longe em piá problema. E eu sempre soube que você era um deles.
E mesmo sabendo que eu não poderia me deixar levar, eu tava carente. Eu tava querendo me envolver. Eu sabia que não ia dar certo, mas não tinha problema, arcaria com as consequências.
Mas não vá pensando que eu morri de amores por você. De jeito nenhum! Eu apenas queria ter alguém em quem pensar... Aquele para quem eu queria ligar e falar uma besteirinha, ou então, uma pica fixa, obviamente. Mas jamais abriria mão da minha liberdade, de mim.
O que me impressionou foi a sua entrega, você se fez doce, me fez acreditar que valeria a pena entrar nesse jogo de querer. Ainda que não fosse uma singularidade.
E eu gostei dessa breve situação que nos colocamos. Ficou confortável, e o mais importante: Eu sempre fui sincera contigo. Transparente, límpida. Te falei tudo o que queria e julgava correto, não escondia minhas necessidades e afeições. Uma realização da pica fixa com o plus da boa conversa.
Mas você não era tudo o que representava. E se tem algo que eu nunca suportei é a fraqueza. A falta de coragem para expor suas razões e opiniões. Ser justo não só com os outros, mas consigo.
Como pode não ter coragem de falar o que sente? Eu não sei ser assim, jamais vivo de aparências. Não consigo viver pela metade! A intensidade me absorve, me transborda! E sabe porque não deu? Não foi pela sua fraqueza. Eu poderia ignorar a existência dela. Mas não deu porque eu sou forte demais. Eu não preciso dessa orientação, desse rumo. (In)Felizmente eu sei bem o que quero pra minha vida, o que farei com ela e como sobreviverei.
Nunca me apoiarei em alguém para seguir meu caminho. Eu sempre acreditei que as pessoas somavam umas às outras, não as incorporavam. E é por isso que eu tomei a liberdade de me desligar de você. Porque eu sei continuar, afinal, eu não paro a minha vida quando alguém entra nela. E também não paro quando alguém a deixa.
Como diria Marisa "Te quero livre também...". Mesmo você tendo escolhido outro caminho, que não o meu. Confesso que ainda não consigo cruzar contigo pela frente e afirmar que tudo está bem. Mas te desejo coisas boas.
Pra sua vida, espero sucesso. Para a minha, plenitude. Quem sabe pelo caminho um dia nos reencontremos, em outra situação, em outros ares. Caso isso não ocorra, que a vida seja leve e sem ressentimentos.
Que venham todos os fins, porque eu sei recomeçar!
E mesmo sabendo que eu não poderia me deixar levar, eu tava carente. Eu tava querendo me envolver. Eu sabia que não ia dar certo, mas não tinha problema, arcaria com as consequências.
Mas não vá pensando que eu morri de amores por você. De jeito nenhum! Eu apenas queria ter alguém em quem pensar... Aquele para quem eu queria ligar e falar uma besteirinha, ou então, uma pica fixa, obviamente. Mas jamais abriria mão da minha liberdade, de mim.
O que me impressionou foi a sua entrega, você se fez doce, me fez acreditar que valeria a pena entrar nesse jogo de querer. Ainda que não fosse uma singularidade.
E eu gostei dessa breve situação que nos colocamos. Ficou confortável, e o mais importante: Eu sempre fui sincera contigo. Transparente, límpida. Te falei tudo o que queria e julgava correto, não escondia minhas necessidades e afeições. Uma realização da pica fixa com o plus da boa conversa.
Mas você não era tudo o que representava. E se tem algo que eu nunca suportei é a fraqueza. A falta de coragem para expor suas razões e opiniões. Ser justo não só com os outros, mas consigo.
Como pode não ter coragem de falar o que sente? Eu não sei ser assim, jamais vivo de aparências. Não consigo viver pela metade! A intensidade me absorve, me transborda! E sabe porque não deu? Não foi pela sua fraqueza. Eu poderia ignorar a existência dela. Mas não deu porque eu sou forte demais. Eu não preciso dessa orientação, desse rumo. (In)Felizmente eu sei bem o que quero pra minha vida, o que farei com ela e como sobreviverei.
Nunca me apoiarei em alguém para seguir meu caminho. Eu sempre acreditei que as pessoas somavam umas às outras, não as incorporavam. E é por isso que eu tomei a liberdade de me desligar de você. Porque eu sei continuar, afinal, eu não paro a minha vida quando alguém entra nela. E também não paro quando alguém a deixa.
Como diria Marisa "Te quero livre também...". Mesmo você tendo escolhido outro caminho, que não o meu. Confesso que ainda não consigo cruzar contigo pela frente e afirmar que tudo está bem. Mas te desejo coisas boas.
Pra sua vida, espero sucesso. Para a minha, plenitude. Quem sabe pelo caminho um dia nos reencontremos, em outra situação, em outros ares. Caso isso não ocorra, que a vida seja leve e sem ressentimentos.
Que venham todos os fins, porque eu sei recomeçar!
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