quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pequenas felicidades diárias: 

Não ter aula de noite, e poder ficar em casa.
Colocar uma camisola fresquinha e ficar tomando um ar na varanda.
O cheirinho de uma torta gostosa -e que é permitida na dieta- sendo assada. 
A sensação indescritivel de não ter obrigação nenhuma pra fazer durante a tarde.

E tem gente que tem a mania chata de ficar vendo só o lado ruim da vida. 


domingo, 30 de março de 2014






O nosso amor é uma garrafa de vinho virando vinagre devagarinho...

sábado, 29 de março de 2014

Relationship



Você vive pra se envolver. A vida é envolvimento. Envolvimento com trabalho, com a universidade, com a família. Você precisa disso, goste ou não. 

O envolvimento é algo gradual. Especialmente no meu caso. 
Na minha vida as coisas sempre são pensadas, especialmente em casos afetivos. Eu não dou um passo em falso. Vocês melhores do que eu sabem disso!
Sou cagona, não me envolvo. Mesmo que eu queira, eu não consigo. 

É auto preservação. Não me pensem como uma pessoa fria, mas gato escaldado tem medo de água fria.

Além do fato de eu ser uma virginiana com ascendente em Sagitário. Não, eu não vou me jogar de cabeça numa coisa incerta. Ainda mais quando o objeto em questão são meus sentimentos. Oras bolinhas. 

Não gosto. De cobrança, de encheção de saco, de melação, de dar satisfação. Não quero. 
No começo é bonitinho, fofinho. Mas depois de duas semanas você já ta com vontade de afogar a pessoa. 

Eu sei que a pessoa ideal não existe. Mas coloquei como princípio: pra eu me apegar, tem que ser alguém companheiro, alguém que tope ficar tranquilo sem cobrança, carinho não é cobrança! Liberdade. Liberdade pra ir, e voltar porque quer. 

Talvez eu esteja pedindo demais, mas se não for assim, não quero. 
Como um amigo me disse, já estou "conformada" em não ter ninguém por perto. Sendo assim, vivo bem por conta. Exijo alguém que me agregue, e não aceito nada menos que isso. 

Voltamos a estaca zero. 
Mas quem disse que o zero é um saldo ruim?

segunda-feira, 24 de março de 2014

Sobre afastamentos, vida de gente grande e brigadeiros.



Crescer geralmente é uma coisa dolorosa. Cortar o cordão umbilical. Difícil.
Mas até aí é algo natural, que apesar das dores, a gente sobrevive ao impacto sem maiores traumas. 

O que ninguém conta pra você é que você terá que lidar com afastamentos inesperados. Sabe aquela amiga maravilhosa que você tem desde criança, que você convive diariamente, e já está acostumada ao jeito da pessoa? A maneira com a qual ela tira o tênis pra deitar na sua cama e fofocar das coisas que aconteceram na semana?

Então, sobre isso ninguém te avisa que quando a gente cresce, vai passar. Vai mudar da água pro vinho. Aquelas tardes regadas à panelas de brigadeiros nunca mais serão as mesmas. Não por outra coisa, mas porque vocês crescem.
 
Elas darão lugar a coisas tão gostosas quanto, como idas a shows, e liberdade pra ir ao barzinho a hora que te der vontade. Mas com o tempo, a vida decide que você precisa ter rumos diferentes, a rotina muda, e a quantidade de vezes que sua amiga aparece tirando o tênis pra deitar na sua cama contar as fofocas diminui drasticamente. 

Amadurecer tem seu lado bom, é lógico que tem! Não me vejam como uma maluca com síndrome do peter pan (ok, talvez um pouco). Mas tem dias, como num domingo típico de outono, nublado, onde tua tv queimou, que tudo o que você mais queria era que aquela sua amiga aparecesse na porta da sua casa e te convidasse pra fazer um brigadeiro. 

Saudade é bom, sofrer com a nostalgia também. Aquele carinho gostoso que aquece o coração por saber que aqueles momentos foram tão deliciosos, que você estaria disposta até a vivê-los de novo! Relembrar cada momento especial passado ao lado de tanta gente boa, e agradecer por ter vivido tanta coisa deliciosa. 

Crescer é difícil. Mas se não fosse por esse crescimento doloroso, jamais nos deleitaríamos com as realidades saudosas e nostálgicas que tanto nos enchem a alma. 
Que sorte a nossa. 

sábado, 22 de março de 2014

Felicidade é só questão de ser.

Liberdade é a base de um relacionamento. Base de auto conhecimento.
Sem a liberdade, estamos fadados ao conformismo.

Não me queira pra si. 
Me queira assim, como sou: Livre.

Não tente me aprisionar, a cada investida sua, vôo mais longe.
Me desvencilho de suas garras e corro para o horizonte. Vou viver essa vastidão de sentimentos que habitam o meu peito.

Não queira ser meu dono, não queira me mandar.
Sou fera indomável, não uso cabresto, não sou adestrável. 

O que posso fazer é te inserir em minha vida, mas quem a conduz sou eu.
E te digo: a minha vida não tem roteiro, ela não é fluxograma. 

A minha vida passa correndo pelos dias, já não tenho domínio.
Preciso de ar pra poder viver, seria ótimo ter com quem compartilhar. Mas primeiramente compartilho eu da minha felicidade e plenitude. 

Te quiero libre!


segunda-feira, 17 de março de 2014

Aquele medo do novo, de novo.

Conviver com a solidão é algo difícil. Mas com o tempo você acostuma. Você sempre pensa como seria bom ter alguém por perto, mas você não tem nem perspectiva de ter alguém, então, você deixa pra lá. Foca em outras coisas, deixa de pensar a respeito. Apenas segue a vida.

O passar do tempo te ensina a ver graça em si mesma, a apreciar sua própria companhia. Mas isso te torna mais crítica. Não é qualquer pessoa que te agrada. Uma dicotomia nos sentidos.

Algo tipo "não preciso dele, eu me basto, sou boa o suficiente". 

O que é uma mentira, óbvio. Nós nunca estamos completos, sozinhos. Não vou dizer que seja impossível viver sozinha ou que não há possibilidade de ser feliz sem ter alguém ao lado. Não. Mas intimamente você sempre pensa em ter alguém ao seu lado. 

No meu caso, isso obviamente acontece. 
Porém, sou uma maluca cagona. Morro de medo de me envolver. Morro de medo de quebrar a cara, de chorar tudo que já chorei por aquele ex babaca. Não sei se eu to preparada pra me deixar gostar de alguém de novo. 

Não devemos colocar a culpa no outro com base no que sofremos anteriormente, eu sei. 
Por isso que hoje tento dar um passo de cada vez. Mesmo com todo o receio do mundo. Permitir que o outro goste de mim, que me cative, e faça tudo diferente. 

Afinal, a vida é feita de amor. 

Eu só espero de todo coração que dessa vez seja sincero. Pode até não ser pra sempre. Mas que seja honesto. 
Porque eu to me envolvendo. E to gostando dessa sensação. Não quero ter que chorar algo que não deu certo por imaturidade. Que ele possa me compreender como um todo, quero só um relacionamento honesto. 

Boa sorte, de novo. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Onde vivem os monstros



http://m.youtube.com/watch?v=3OTDR63kqkQ

E você, como tem cuidado da sua ilha?

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...

Você cuida pra levar a vida sem desafetos nem desamores. Se esmera pra que tudo dê certo, ser uma pessoa correta e feliz. Que busca o bem pros outros, procura sempre ser agradável e fazer o máximo de coisas que possibilitem uma melhor sociedade.
Ao longo da vida, você toma tapas na cara, rasteiras e por várias vezes perde o chão. Fica desnorteada quando perde o referencial. Quando se vê longe da família, mesmo que com idade tenra, tem que aprender a se virar por conta. Aprender que pedras no caminho sempre tem. Tomar atitudes de gente grande, quando tudo o que se quer fazer é chorar feito criança. Mas você não pode, você não tem mais pra quem chorar. 
Você é pequena, e te culpam por coisas que você nem mesmo entende. Mas não tem sangue de barata. Você grita, xinga, enfrenta. Pois foi assim que você cresceu vendo, e foi assim que você aprendeu a se defender. Aquela raiva aparente, segurança no mundo, pra não demonstrar fraqueza e solidão. 
Então, pela graça de força maior, alguém te estende a mão. Te da carinho. Te mostra que não, você não é maluca, e não tem culpa do que sempre achou que teve. É a hora de você juntar os caquinhos do que sobrou e se reerguer. Aprendendo a fazer isso, no auge dos seus 16 anos. Uma menina tentando tomar decisões de gente grande. 
As feridas se fecharam, mas as cicatrizes sempre estiveram ali, pra mostrarem como foi difícil um dia. A vida passa, e você sente falta daqueles que um dia chamou de seus. Afinal, você aprendeu que eles são a família. E goste ou não, você os ama, e muito. 
Mas agora você é moça feita, que levou lambada, e se criou da maneira mais correta que pode. Você busca se equilibrar. Mas a balança sempre esteve desequilibrada. E cada vez que você pende pra um lado, o outro fica a mercê. 
É uma linha tênue, pois ainda insistem em jogar a culpa em ti. Ainda a ferem com palavras e gestos que você continua sem entender. 
Mas tudo isso é injusto, pois eles nunca tentaram -ou se preocuparam- em te entender. Foi sempre um mundo egoísta, que só pensa em sua individualidade. Que só pensa em sua própria dor. Mesmo eles sendo pais, mesmo eles tendo que darem exemplos e ensinamentos, eles só conseguem te culpar por coisas que você não consegue explicar. 
Te chamam de vendida, viram as costas, são cruéis. Não pensam que você é frágil, tem anseios e medos. Que você nunca teve a referência necessária pra conseguir se orientar. Eles não vêem a culpa que tem. É mais fácil e cômodo te repudiarem. Na primeira oportunidade te ofendem gratuitamente. 
E você, babaca, sofre. Sofre por não entender a falta de amor, ou seria amor demais? Sofre porque em toda a sua vida sempre sentiu essa angústia, esse vazio. 
Você sempre tentou fazer tudo certo, mas deu tudo errado. 
Crê na sua intuição, e vai por conta. Porque não sabe o que fazer pra reverter aquilo. Afinal, a situação só mudaria se todos fizessem a sua parte. 
Enquanto o tempo passa, você vai tentando acertar. Na esperança de que uma hora você se equilibre. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Afrouxou


Tendo cáries, não sofreríamos.



Tem dor de amor que chega estragando tudo, como se fosse possível o doce virar azedo. 

Certa vez, me lembro bem, quando na infância fui ávida para comer um pedaço de chocolate embrulhado num lindo papel azul, guardado em um cantinho especial da geladeira. Fui sorrateira, sem que minha avó visse, e comi tudo, numa bocada só. 
Mas era fermento de pão. Tinha um gosto que amarrava a boca, e eu espumei muito. Feito cachorro com raiva. 
 
Dor de amor é igual. 
Você pensa que não vai sobreviver a incrível maledicência. Que vai pra sempre espumar, e o gosto que amarra a boca nunca mais vai sair. Não importa o quanto você escove os dentes, ou cure o coração. 

Depois que a dor passa, você até se sente tentado a experimentar novamente. 
Depois de um tempo, você se pega admirando aquele pacotinho bonito, azul, guardado no cantinho da geladeira. Você sabe que talvez seja fermento de pão. Mas talvez, possa ser um chocolate esquecido. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

As vezes Ter todas as condições materiais não significa de fato ter tudo.
Falta carinho, falta alegria, falta riso frouxo e sem motivo. 
Falta ter companheirismo, falta entendimento, falta vontade de viver. 

Hoje, durante uma festa bem típica de interior, onde tocava aquele "arrocha" , vi várias famílias pulando é dançando juntas. Vi casais de velhinhos rodopiando o salão. Eles não pareciam que amavam aquele ritmo musical, mas todos ali riam e se divertiam, alegres, comemoravam o fato de estarem juntos. De poderem ser cúmplices, de se gostarem verdadeira e genuinamente. Sem ter motivo ou obrigação para estarem juntos e serem felizes de fato. 

E aquilo me doeu. 

Assim como na hora da virada me doeu o coração quando vi uma família. Pai, mãe e filho de uns quatro anos, abraçados, cantando juntos o "adeus ano velho, feliz ano novo...". E eu comecei o ano chorando. 
Chorando, porque percebi que estou dura demais. Carrancuda demais. Sem amor. 
Sem amor de pai, de mãe, de irmãos, de ninguém. 
Chorando, porque eu não posso ajudar uma pessoa se ela não quiser ser ajudada. Porque o fardo que eu to carregando já não to mais aguentando. Sabe, deu. Esgotou. 

Coloco a meta em 2014 de ter mais amor. Custe o que custar. 
Chega de fardos pesados, cada um carrega aquilo que pode. E aquilo que é seu. 
Que esse choro sirva para evitar os próximos. 

Feliz ano novo. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Existem certas atitudes na vida que você se esforça para não hiper valorizar. 
Mas às vezes acaba sendo mais forte que você. 

Você tenta continuar vivendo mesmo sabendo que aquilo não significa nada na sua vida. Mas em um dado momento, você se pega chateado pelos acontecimentos. E é absurdo, porque você já sabia, você entende que aquilo já era esperado que acontecesse. 

Mas incomoda.